500 pessoas com "sinais de exposição a químicos". OMS quer entrar em Douma

Governo sírio nega o ataque com um gás nervoso, mas OMS exige acesso à cidade para confirmar relatos e fornecer assistência médica

A Organização Mundial da Saúde (OMS) exigiu esta quarta-feira "acesso livre" a Douma, nos arredores de Damasco (Síria), para confirmar os relatos de que cerca de 500 pessoas foram afetadas por um ataque químico no local, no sábado, e prestar assistência médica. O Governo sírio nega o uso de armas químicas.

A agência disse que recebeu informações de que centenas apresentaram sintomas consistentes com exposição a produtos químicos tóxicos, como dificuldade para respirar, irritação das membranas mucosas e falha do sistema nervoso central.

"Duas instalações de saúde também foram supostamente afetadas por esses ataques", lê-se na declaração da OMS, citada pela BBC.

"A OMS exige acesso irrestrito imediato à área para prestar assistência às pessoas afetadas, avaliar os impactos na saúde e fornecer uma resposta abrangente de saúde pública", diz ainda o documento.

De acordo com os media e com testemunhos de pessoas no local, pelo menos 70 pessoas morreram depois de um helicóptero derrubar um barril que continha alegadamente gás Sarin, um agente nervoso que mata em poucos minutos se for inalado diretamente. Os moradores de Douma alegam que o helicóptero pertence às forças leais ao governo sírio. Síria e Rússia negam e dizem que o ataque é uma invenção de Jayesh al-Islam (o governante militar de Douma) na tentativa de prejudicar o avanço do exército sírio.

Entretanto, os EUA, França e Reino Unido discutem uma resposta ao regime de Assad que pode surgir nas próximas horas. Após as ameaças de ataques ocidentais ao regime sírio, a Rússia advertiu contra qualquer ação "que poderia desestabilizar a situação, já frágil, na região", disse o porta-voz da presidência russa, Dmitri Peskov, à imprensa.

O porta-voz considerou a atual situação "muito tensa" e reiterou que Moscovo defende "uma investigação objetiva e imparcial" sobre o ataque de sábado contra a cidade rebelde de Douma.

A Síria, que entrou no oitavo ano de guerra, vive um drama humanitário perante um conflito que já fez pelo menos 511 mil mortos, incluindo 350 mil civis, e milhões de deslocados e refugiados.

Desencadeado em março de 2011 pela violenta repressão do regime de Bashar al-Assad de manifestações pacíficas, o conflito na Síria ganhou ao longo dos anos uma enorme complexidade, com o envolvimento de países estrangeiros e de grupos 'jihadistas', e várias frentes de combate.

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