Urso polar "mais triste do mundo" ganha nova casa

Pizza vivia fechado num aquário em Grandview, China, em péssimas condições. Um Parque de Vida Selvagem no Reino Unido ofereceu-se para o receber

Conhecido como o urso polar "mais triste do mundo" devido às condições em que vive num aquário apertado num centro comercial chinês, Pizza vai ganhar uma nova casa num parque de vida selvagem no Reino Unido.

A Animals Asia, uma associação que luta para acabar com a crueldade contra os animais no continente asiático, chegou a angariar mais de meio milhão de assinaturas para fechar o aquário onde Pizza estava fechado, em Guangzhou, no sul da China. Como forma de sensibilizar as pessoas a associação publicou várias fotografias de Pizza e o caso do urso "mais triste" correu o mundo.

Agora, o Parque de Vida Selvagem de Yorkshire fez uma oferta para retirar Pizza do aquário Grandview.

O diretor da Animals Asia, Dave Neale, disse ao The Guardian que "a boa noticia para o Grandview é que agora eles têm a chance de corrigir o seu erro. Graças à incrível oferta do Parque de Vida Selvagem de Yorkshire pode haver um final feliz."

Segundo o jornal chinês People's Daily, Pizza vivia num aquário muito apertado, apenas com uma piscina rasa e constantemente a ser surpreendido com visitantes a baterem no vidro para chamar a sua atenção.

No parque em Yorkshire, o urso vai viver num habitat especialmente criado para ursos polares, com uma extensa propriedade e dois lagos. "Pizza vai ter condições incríveis e fará parte de uma comunidade com outros ursos", acrescentou a Animals Asia.

De acordo com a associação a oferta para receber Pizza obriga o Grandview a não substitui-lo por outro animal. Além disso, nenhum pagamento foi oferecido por Pizza.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.