União Europeia lamenta saída de EUA do Conselho de Direitos Humanos da ONU

Embaixadora da organização disse que a proteção e a promoção dos direitos humanos continua a ser um dos pilares da política externa do organismo europeu

A União Europeia (UE) lamentou esta quarta-feira que os Estados Unidos tenham abandonado o Conselho de Direitos Humanos da ONU e advertiu que essa decisão corre o risco de minar o papel de Washington como defensor das liberdades fundamentais e da democracia.

"Os Estados Unidos sempre foram defensores das liberdades fundamentais e a decisão de deixar o Conselho representa o risco de minar o seu papel de defensor da defesa dos direitos humanos e da democracia", afirmou, em nome da UE, Deyana Kostadinova, embaixadora da Bulgária, país que detém a presidência rotativa do bloco comunitário.

Os Estados Unidos anunciaram na terça-feira a saída do Conselho de Direitos Humanos da ONU, invocando o precário registo de respeito pelos direitos humanos de países membros como a China, Venezuela, Cuba ou República Democrática do Congo e o suposto "preconceito crónico" contra Israel.

"Lamentamos essa decisão", salientou Kostadinova.

A embaixadora disse que a proteção e promoção dos direitos humanos "é e sempre será um dos pilares da política externa da UE", motivo pelo qual o bloco "continua comprometido com o trabalho do Conselho como um órgão indissolúvel de defesa das liberdades fundamentais".

A diplomata disse que a UE "partilha o objetivo de melhorar a eficácia" do Conselho, mas explicou que esse objetivo deve ser alcançado internamente.

"A UE continuará a apoiar o multilateralismo e o sistema das Nações Unidas e especialmente a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que orgulhosamente celebra seu 70.º aniversário este ano", concluiu.

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