Premium Uma promessa (quase) impossível fez parar o governo americano

Donald Trump prometeu, em 2016, que o muro na fronteira com o México seria "grande e bonito". Até agora não se sabe muito bem quanto custa, quem o vai pagar, quem o apoia, se será possível fazê-lo e se vai funcionar.

O governo norte-americano está, desde a meia-noite de sexta-feira, madrugada de sábado em Portugal, encerrado. Isto significa que cerca de 380 mil funcionários de nove departamentos e agências federais dos EUA serão mandados para casa, sem direito a salário enquanto durar o shut down. Outros 420 mil irão trabalhar, como os guardas fronteiriços, por exemplo, requisitados pelo Estado, mas também não receberão qualquer salário.

A razão para esta paralisação dos serviços do Estado é a não aprovação de verbas - no âmbito da aprovação do Orçamento - para o muro que o presidente Donald Trump prometeu, na campanha eleitoral de 2016, construir na fronteira entre os EUA e o México. Num braço-de-ferro com o Congresso, Trump pretendia obter seis mil milhões de dólares (5,2 mil milhões de euros) para a construção do muro. O valor pedido era irrealista e deixou desagradados vários importantes senadores, sobretudo democratas. Não foi possível chegar a nenhum consenso, em tempo útil. Por isso, os departamentos da Agricultura, Comércio, Segurança Interna, Habitação, Interior, Justiça, Negócios Estrangeiros, Transportes e Tesouro vão encerrar enquanto durar o impasse.

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Adriano Moreira

Navegantes da fé

Este livro de D. Ximenes Belo intitulado Missionários Transmontanos em Timor-Leste aparece numa época que me tem parecido de outono ocidental, com decadência das estruturas legais organizadas para tornar efetiva a governança do globalismo em face da ocidentalização do globo que os portugueses iniciaram, abrindo a época que os historiadores chamaram de Descobertas e em que os chamados navegantes da fé legaram o imperativo do "mundo único", isto é, sem guerras, e da "terra casa comum dos homens", hoje com expressão na ONU.