UE "subscreve inteiramente" acordo final do G7 e elogia Trudeau

Margaritis Schinas afirmou que o organismo vai tomar todas as ações para atingir e promover os objetivos fixados no Canadá

A Comissão Europeia afirmou esta segunda-feira "subscrever inteiramente" o acordo final da cimeira do G7, e comprometeu-se a empreender "todas as ações" para atingir e promover os objetivos fixados no Canadá.

"A União Europeia subscreve inteiramente o comunicado final do G7, acordado em La Malbaie, e o presidente [Jean-Claude] Juncker quer agradecer publicamente ao primeiro-ministro [Justin] Trudeau e à sua equipa pela excelente preparação e condução desta desafiante cimeira", declarou o porta-voz da Comissão Europeia.

Em resposta às questões sobre a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de se dissociar do comunicado final da cimeira grupo dos países mais industrializados do mundo (conhecido como G7), Margaritis Schinas sublinhou que a UE vai continuar a defender "um sistema multilateral baseado em regras internacionais".

"Deixem-me ser mais específico quanto ao acordo [do G7]. A UE suporta a declaração final e tomará todas as ações para atingir e promover os objetivos fixados. Depois de dois dias de intensas negociações, e de uma preparação ainda mais longa, o texto reflete os valores e as políticas que a UE apoia e que continuará, conjuntamente com os nossos parceiros, a defender", reiterou.

O porta-voz do executivo comunitário reforçou ainda os elogios ao primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, salientando a condução "muito competente" das sessões da cimeira, que decorreu na sexta-feira e no sábado em La Malbaie, no Canadá.

Poucas horas após abandonar o encontro do G7, Donald Trump dissociou-se do comunicado final da cimeira, chamando o primeiro-ministro do Canadá de "desonesto e fraco" por ter classificado como insultuosas as taxas alfandegárias norte-americanas.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ferreira Fernandes

Conhecem a última anedota do Brexit?

Quando uma anedota é uma anedota merece ser tratada como piada. E se a tal anedota ocupa um importante cargo histórico não pode ser levada a sério lá porque anda com sapatos de tigresa. Então, se a sua morada oficial é em Downing Street, o nome da rua - "Downing", que traduzido diz "cai, desaba, vai para o galheiro..." - vale como atual e certeira análise política. Tal endereço, tal país. Também o número da porta de Downing Street, o "10", serve hoje para fazer interpretações políticas. Se o algarismo 1 é pela função, mora lá a primeira-ministra, o algarismo 0 qualifica a atual inquilina. Para ser mais exato: apesar de ela ser conservadora, trata-se de um zero à esquerda. Resumindo, o que dizer de uma poderosa governante que se expõe ao desprezo quotidiano do carteiro?

Premium

Adolfo Mesquita Nunes

A escolha de uma liberdade

A projeção pública da nossa atividade, sobretudo quando, como é o caso da política profissional, essa atividade é, ela própria, pública e publicamente financiada, envolve uma certa perda de liberdade com que nunca me senti confortável. Não se trata apenas da exposição, que o tempo mediático, por ser mais veloz do que o tempo real das horas e dos dias, alargou para além da justíssima sindicância. E a velocidade desse tempo, que chega a substituir o tempo real porque respondemos e reagimos ao que se diz que é, e não ao que é, não vai abrandar, como também se não vai atenuar a inversão do ónus da prova em que a política vive.

Premium

Marisa Matias

Penalizações antecipadas

Um estudo da OCDE publicado nesta semana mostra que Portugal é dos países que mais penalizam quem se reforma antecipadamente e menos beneficia quem trabalha mais anos do que deve. A atual idade de reforma é de 66 anos e cinco meses. Se se sair do mercado de trabalho antes do previsto, o corte é de 36% se for um ano e de 45%, se forem três anos. Ou seja, em três anos é possível perder quase metade do rendimento para o qual se trabalhou uma vida. As penalizações são injustas para quem passou, literalmente, a vida toda a trabalhar e não tem como vislumbrar a possibilidade de deixar de fazê-lo.