UE prolonga por seis meses sanções à Rússia por falha nos acordos de Minsk

A UE renovou ainda a proibição de importação e exportação de armas e a exportação de bens de dupla utilização para fins militares ou destinados a utilizadores finais militares na Rússia

O Conselho da União Europeia (UE) prolongou esta quinta-feira por seis meses as sanções à Rússia por falta de aplicação dos acordos de Minsk.

A UE decidiu esta quinta-feira prolongar até 31 de janeiro de 2019 sanções que visam setores específicos da economia russa, após novas informações sobre a aplicação dos Acordos de Minsk apresentadas pelo Presidente francês, Emmanuel Macron, e pela chanceler alemã, Angela Merkel, no Conselho Europeu de 28 e 29 de junho.

As sanções económicas prorrogadas por esta decisão incluem a limitação do acesso aos mercados de capitais primário e secundário da UE por parte de cinco das principais instituições financeiras que pertencem maioritariamente ao Estado russo

A Alemanha e a França negociaram, em 2015, com a Ucrânia e a Rússia, os Acordos de Minsk ao abrigo dos quais terminaram os confrontos em larga escala no Leste da Ucrânia entre forças do país e separatistas pró-russos, não se tendo chegado a um cessar-fogo.

As sanções económicas prorrogadas por esta decisão incluem a limitação do acesso aos mercados de capitais primário e secundário da UE por parte de cinco das principais instituições financeiras que pertencem maioritariamente ao Estado russo e das suas filiais com participação maioritária do Estado russo fora da UE, bem como por parte de três das principais empresas da Rússia no setor da energia e três das suas principais empresas no domínio da defesa.

A UE renovou ainda a proibição de importação e exportação de armas e a exportação de bens de dupla utilização para fins militares ou destinados a utilizadores finais militares na Rússia, restringindo ainda o acesso deste país a determinados serviços e tecnologias sensíveis, suscetíveis de serem utilizados na produção e exploração de petróleo.

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