UE defende mais gastos militares e prolonga sanções à Rússia

Os líderes europeus declararam que a UE deve fortalecer as suas defesas, gastar mais e ter capacidade de agir independentemente dos Estados Unidos, em conformidade com o novo pacto de cooperação militar. Do Conselho Europeu saiu ainda a indicação de que as sanções à Rússia vão ser prolongadas

"A Europa deve assumir maior responsabilidade pela sua própria segurança e sustentar o seu papel de ator e parceiro confiável na área de segurança e defesa", lê-se na declaração do Conselho.

O documento também reforçou o compromisso com um pacto de defesa da UE assinado em dezembro, que visa desenvolver armas e mobilizar tropas juntas após anos de duplicação e estruturas militares concorrentes.
"A União Europeia está, portanto, a tomar medidas para reforçar a defesa europeia, ao aumentar o investimento na defesa, o desenvolvimento de capacidades e a prontidão operacional. Essas iniciativas aumentam a autonomia estratégica, e em simultâneo complementam e reforçam as atividades da NATO."

A declaração dos 28 surge depois da reunião com o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, e inclui um compromisso de gastar mais com a defesa depois de anos de cortes. Esta tem sido uma exigência pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
Nos dias 11 e 12 de julho realiza-se a cimeira da NATO em Bruxelas.

A UE insiste que a aliança da NATO continua a ser responsável pela defesa da Europa.

A saída do Reino Unido da União Europeia altera o cenário da política de defesa comum. Durante anos, Londres bloqueou a cooperação de defesa. A França procura manter o Reino Unido próximo das estruturas militares da UE através de uma força de resposta liderada pelos franceses.

À Reuters, diplomatas presentes no Conselho descreveram o debate sobre segurança e defesa como consensual, apesar das tensões sobre a migração.

A modernização militar da Rússia e os exercícios em grande escala no Báltico levaram os responsáveis da NATO a soar os alarmes para que não se repitam acontecimentos como a anexação russa da Crimeia.

E devido ao conflito com a Ucrânia, os líderes da União Europeia concordaram em prolongar as sanções económicas contra a Rússia. A decisão vai prolongar as restrições da UE em fazer negócios com os setores bancário, financeiro e de energia da Rússia por seis meses até ao final de janeiro. As sanções vão ser formalmente confirmadas nos próximos dias.

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