Turista francês preso por fazer voar drone junto ao Parlamento birmanês

Michel Desclaux, de 27 anos, pode ser acusado de levar ilegalmente um drone para o país, além de o fazer voar numa área restrita. No local onde foi preso, há uma placa a proibir uso de drones mas está escrita em... birmanês.

Um turista francês, que foi preso na semana passada depois de supostamente pilotar um drone nas proximidades do Parlamento birmanês, pode enfrentar até três anos de prisão sob as rígidas leis de Myanmar (a antiga Birmânia) sobre veículos aéreos não tripulados, segundo o jornal americano New York Times .

O francês Michel Desclaux, de 27 anos, pode ser acusado de levar ilegalmente um drone para o país, além de o fazer voar numa área restrita, explicou Min Tin, responsável policial na capital birmanesa, Naypyidaw. Na comunicação social do país foi divulgada uma imagem do passaporte de Desclaux, que apresenta Arthur como o seu primeiro nome.

Michel Desclaux pode ser condenado a três meses de prisão, mas a lei que restringe a importação de drones tem uma moldura penal de até três anos.

Segundo o New York Times, alguns críticos dizem que as regras deveriam ser mais amplamente divulgadas aos visitantes, que podem não estar cientes delas. "Em alguns lugares em Myanmar, não podem voar drones, mas o país deveria ter avisos", disse Ye Tun Aung, que vende drones em Mandalay, acrescentando que os aeroportos do país não têm avisos suficientes sobre a proibição de levar aparelhos destes para o país.

"Em alguns lugares em Myanmar, não podem voar drones, mas o país deveria ter avisos"

Uma pequena placa no portão do Parlamento birmanês, onde Desclaux foi preso, explica que os drones estão proibidos aí, mas o aviso está escrito na língua birmanesa e só a palavra "drone" está em inglês.

Num país em que os militares mantêm uma forte presença nas estruturas de poder, apesar da abertura democrática, existem fortes restrições ao voo de drones, o que deixa os turistas em situações em que facilmente estão a violar a lei. Os drones estão proibidos em muitas partes da capital e em grande parte de Rangum, a maior cidade do país e antiga capital; e perto de um palácio em Mandalay.

O seu voo também está proibido nas proximidades de aeroportos, junto a locais de reuniões de pessoas ou em propriedades privadas ou perto destas sem autorização.

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