Tufão causou a morte de 61 pessoas no Vietname

Há ainda 20 pessoas desaparecidas

Pelo menos 61 pessoas morreram no Vietname à passagem do tufão Damrey, anunciaram hoje as autoridades, que indicam não estarem previstos impactos na cimeira da APEC, prevista para esta semana, com a presença de líderes mundiais.

"Estamos à procura de 20 pessoas" dadas como desaparecidas, disse à agência AFP um responsável da segurança vietnamita.

A cidade de Danang, que acolhe esta semana o Fórum de Cooperação Económica da Ásia-Pacífico (APEC) sofreu danos menores. Já a vila histórica de Hoi An, património mundial, próxima de Danang, ficou submersa.

A tempestade que atingiu a costa do país no sábado foi a pior das últimas décadas, com as autoridades preocupadas com o transborde de rios e lagos.

Os níveis das águas estão a aproximar-se de valores recorde de 1997. No total, mais de 30 mil pessoas, incluindo turistas, tiveram de ser retiradas das zonas próximas da tempestade.

Desde o início de 2017, uma dezena de fortes tempestades atingiram o país. Pelo menos 240 pessoas morreram ou foram dadas como desaparecidas devido a inundações e deslizamentos de terras.

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Ricardo Paes Mamede

O FMI, a Comissão Europeia e a direita portuguesa

Os relatórios das instituições internacionais sobre a economia e a política económica em Portugal são desde há vários anos uma presença permanente do debate público nacional. Uma ou duas vezes por ano, o FMI, a Comissão Europeia (CE), a OCDE e o Banco Central Europeu (BCE) - para referir apenas os mais relevantes - pronunciam-se sobre a situação económica do país, sobre as medidas de política que têm vindo a ser adotadas pelas autoridades nacionais, sobre os problemas que persistem e sobre os riscos que se colocam no futuro próximo. As análises que apresentam e as recomendações que emitem ocupam sempre um lugar destacado na comunicação social no momento em que são publicadas e chegam a marcar o debate político durante meses.

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João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.