Trump volta a autorizar a entrada de refugiados nos Estados Unidos

Este decreto substitui aquele que entrou em vigor em junho, na qual ficava proibida por 120 dias a entrada de refugiados de todo o mundo nos Estados Unidos

O Presidente norte-americano, Donald Trump, voltou esta quarta-feira a autorizar a entrada de refugiados nos Estados Unidos, que estava suspensa há 120 dias, mas mantendo restrições a cidadãos de 11 países que a administração não quis identificar.

A ordem de Trump coloca entraves à entrada no país dos refugiados provenientes destes 11 países ainda não identificados, que apenas poderão entrar nos Estados Unidos em casos excecionais e durante 90 dias, enquanto o governo norte-americano revê o estatuto dessas nações.

Os refugiados "qualificados e cujo historial tenha sido adequadamente revisto" podem retomar as viagens para os Estados Unidos, indica a ordem de Trump.

"O Secretário de Segurança Nacional pode voltar a tramitar as solicitações para a relocalização de refugiados", concluiu.

Este decreto substitui aquele que Trump emitiu em março passado (entrou em vigor em junho). Na altura ficava proibida por 120 dias a entrada nos Estados Unidos de refugiados de todo o mundo, um prazo que terminou esta terça-feira sem que o presidente tenha decidido prolongá-lo.

Essa paralisação temporal tinha com objetivo declarado dar tempo aos Departamentos de Estado, Segurança Nacional e ao Gabinete do Diretor Nacional de Informações para que fizessem uma revisão do processo de entrada de refugiados nos Estados Unidos. Também visava a identificação de formas de reforçar as medidas de segurança necessárias.

O retomar da entrada de refugiados, escreveu Trump no novo decreto, "é coerente com a segurança e o bem-estar dos Estados Unidos", mas deu instruções à sua equipa para reforçar o processo de revisão dos pedidos de asilo.

Em comunicado, o Departamento de Estado esclareceu que vai iniciar uma "revisão adicional, em profundidade, sobre os refugiados provenientes de 11 nacionalidades identificadas previamente como as que poderiam representar um risco maior para os Estados Unidos".

O governo norte-americano não vai identificar essas 11 nações, por considerar que tal pode dificultar as suas operações de "aplicação da lei", indicou aos jornalistas uma funcionária que pediu o anonimato.

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