Trump ameaça Turquia com sanções e exige libertação de pastor protestante

"Este inocente homem de fé deveria ser imediatamente libertado!", escreveu o presidente dos EUA na rede social Twitter

O presidente dos EUA, Donald Trump, reiterou esta quinta-feira que o seu Governo imporá sanções à Turquia caso não seja libertado um pastor protestante norte-americano, acusado por Ancara de "terrorismo" e em prisão domiciliária após ter saído quarta-feira da prisão.

"Os Estados Unidos vão impor grandes sanções à Turquia devido ao prolongado período de detenção do pastor Andrew Brunson, um grande cristão, homem de família e um ser humano maravilhoso. Ele está a sofrer demasiado. Este inocente homem de fé deveria ser imediatamente libertado!", afirmou Trump na rede social Twitter.

Com as suas declarações, Trump reforçou a ameaça que, pouco antes, tinha sido emitida pelo seu vice-Presidente, Mike Pence, numa conferência internacional promovida pelo Departamento de Estado sobre liberdade religiosa.

"Se a Turquia não tomar ações imediatas, então os EUA vão impor severas sanções até que seja libertado", disse Pence. Ao dirigir-se diretamente ao Presidente turco Recep Tayyip Erdogan, acrescentou: "Liberte o pastor Brunson agora ou prepare-se para enfrentar as consequências".

O pastor é acusado de terrorismo e de espionagem com objetivos políticos e militares. Foi detido com a sua mulher Norine a 7 de outubro de 2016, por ordem da procuradoria turca

O pastor evangélico é acusado pelas autoridades turcas de ter atuado em conivência com a rede do predicador Fethullah Gülen, que Ancara responsabiliza pelo fracassado golpe militar de julho de 2016, e ainda pelo ilegalizado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).

As duas organizações são consideradas como terroristas por Ancara.

Instalado na Turquia desde há 20 anos, o pastor é também acusado de espionagem com objetivos políticos e militares. Foi detido com a sua mulher Norine a 7 de outubro de 2016, por ordem da procuradoria turca.

Brunson, que arrisca uma pena de 35 anos de prisão neste processo iniciado em 16 de abril, tem desmentido todas as acusações.

Este caso tem contribuído para agravar as relações entre os Estados Unidos e a Turquia na sequência de diversos diferendos, em particular o apoio norte-americano a uma milícia curda síria e a recusa de Washington em extraditar Gülen, que se autoexilou nos EUA em 1999.

Em setembro, Erdogan sugeriu a troca de Brunson pelo predicador Gülen, uma hipótese rejeitada por Washington.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

Os irados e o PAN

A TVI fez uma reportagem sobre um grupo de nome IRA, Intervenção e Resgate Animal. Retirados alguns erros na peça, como, por exemplo, tomar por sério um vídeo claramente satírico, mostra-se que estamos perante uma organização de justiceiros. Basta, aliás, ir à página deste grupo - que tem 136 000 seguidores - no Facebook para ter a confirmação inequívoca de que é um grupo de gente que despreza a lei e as instituições democráticas e que decidiu fazer aquilo que acha que é justiça pelas suas próprias mãos.

Premium

Margarida Balseiro Lopes

Falta (transparência) de financiamento na ciência

No início de 2018 foi apresentado em Portugal um relatório da OCDE sobre Ensino Superior e a Ciência. No diagnóstico feito à situação portuguesa conclui-se que é imperativa a necessidade de reformar e reorganizar a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), de aumentar a sua capacidade de gestão estratégica e de afastar o risco de captura de financiamento por áreas ou grupos. Quase um ano depois, relativamente a estas medidas que se impunham, o governo nada fez.