Jornalista desaparecido: Trump promete "punição severa" para sauditas

Presidente norte-americano, Donald Trump, admitiu que a Arábia Saudita possa estar por detrás do desaparecimento de Jamal Khashoggi. Castigo exclui limitação de venda de armas

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu uma resposta firme do país caso se venha a provar que o jornalista saudita Jamal Khashoggi foi assassinado pelas próprias autoridades sauditas.

Numa entrevista ao programa 60 Minutos, da CBS, de acordo com a CNN, Trump disse que os EUA chegariam ao fundo do que aconteceu com o jornalista saudita desaparecido e que haveria uma "punição severa" se fosse descoberto que Khashoggi foi assassinado no consulado da Arábia Saudita em Istambul, na Turquia.

"Vamos investigar até ao fim e haverá uma punição severa, disse o chefe do Estado, na entrevista gravada na quinta-feira. Trump afastou a ideia de limitar a venda de armamento ao reino saudita. "Há outras maneiras de castigar", defendeu.

Num trecho da entrevista, divulgado pela CBS este sábado, o presidente americano disse que o caso de Jamal Khashoggi estava a ser acompanhado com muita atenção e que sua administração "ficaria muito zangada e irritada" se o governo saudita tiver ordenado a sua morte. O caso é especialmente grave, afirmou, "porque este homem era um jornalista".
"Eles negam e negam veementemente. Poderiam ser eles? Sim", atirou Trump.

Khashoggi, colunista do jornal Washington Post, entrou no consulado saudita em Istambul em 2 de outubro para obter documentos que lhe permitiriam casar com sua noiva turca. E nunca mais foi visto em público desde então.

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