Trump avisa Coreia do Norte: "Não nos subestimem e não nos ponham à prova"

Presidente norte-americano foi obrigado a cancelar uma visita surpresa à zona desmilitarizada da península coreana

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, instou hoje o regime norte-coreano a não subestimar nem pôr "à prova" os governos de Washington e Seul, durante a sua intervenção no parlamento sul-coreano.

"Falo não só em nome dos nossos países, mas de todas as nações civilizadas quando digo ao Norte: Não nos subestimem e não nos ponham à prova. Defenderemos a nossa segurança comum, prosperidade partilhada e liberdade sagrada", afirmou Trump num discurso na Assembleia Nacional (parlamento) em Seul.

"Não permitiremos que cidades norte-americanas sejam ameaçadas com destruição. E não permitiremos que as piores atrocidades da história se repitam aqui, nesta terra pela qual lutámos e morremos", acrescentou, em referência à Guerra da Coreia (1950-1953) e às ameaças de Pyongyang contra o terrorismo norte-americano.

Trump disse ainda desejar "a paz através da força", em referência à crise com a Coreia do Norte e ao destacamento militar que Washington ativou na região.

"Quero a paz através da força", afirmou, após enumerar os ativos estratégicos que o Pentágono destacou na região, incluindo um submarino e três porta-aviões de propulsão nuclear.

Entretanto, Trump foi obrigado a cancelar uma visita surpresa à zona desmilitarizada da península coreana (DMZ, na sigla em inglês), devido ao mau tempo, num incidente que o deixou "frustrado", segundo a Casa Branca.

O helicóptero Marine One voou a maioria do percurso entre Seul e a DMZ, antes de regressar à base militar Yongsan Garrison, devido às más condições climatéricas.

Todos os presidentes norte-americanos, desde Ronald Reagan, realizaram uma visita à DMZ - exceto George H.W. Bush, que esteve lá ainda enquanto vice-presidente.

Na terça-feira, Trump tinha afirmado durante um jantar em Seul que iria ter um "dia emocionante por muitas razões", sem avançar mais detalhes.

A visita à DMZ foi planeada muito antes de o líder norte-americano partir para um périplo pela Ásia, mas foi mantida em segredo, por questões de segurança, segundo a Casa Branca, que garantiu que Trump ficou "muito frustrado", após ter sido forçado a mudar de planos.

Ler mais

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.

Premium

Rogério Casanova

Três mil anos de pesca e praia

Parecem cagalhões... Tudo podre, caralho... A minha sanita depois de eu cagar é mais limpa do que isto!" Foi com esta retórica inspiradora - uma montagem de excertos poéticos da primeira edição - que começou a nova temporada de Pesadelo na Cozinha (TVI), versão nacional da franchise Kitchen Nightmares, um dos pontos altos dessa heroica vaga de programas televisivos do início do século, baseados na criativa destruição psicológica de pessoas sem qualquer jeito para fazer aquilo que desejavam fazer - um riquíssimo filão que nos legou relíquias culturais como Gordon Ramsay, Simon Cowell, Moura dos Santos e o futuro Presidente dos Estados Unidos. O formato em apreço é de uma elegante simplicidade: um restaurante em dificuldades pede ajuda a um reputado chefe de cozinha, que aparece no estabelecimento, renova o equipamento e insulta filantropicamente todo o pessoal, num esforço generoso para protelar a inevitável falência durante seis meses, enquanto várias câmaras trémulas o filmam a arremessar frigideiras pela janela ou a pronunciar aos gritos o nome de vários legumes.