Trump falará sobre uma "visão pacífica" do islão em Riade

Trump e Melania ao entrar para o Air Force One

Presidente norte-americano viaja com a primeira-dama, Melania, e a filha Ivanka

O presidente norte-americano, Donald Trump, que durante a campanha alegou que houve cumplicidade saudita nos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 nos EUA, chega hoje à Arábia Saudita para a sua primeira viagem internacional desde que chegou à Casa Branca. No berço do islão, o homem que foi acusado de islamofobia por querer impedir a entrada no seu país de cidadãos de sete países de maioria muçulmana vai pronunciar um discurso sobre uma "visão pacífica" desta religião. O combate ao terrorismo do Estado Islâmico e um milionário negócio de armas estão na agenda da viagem, que Riade quer aproveitar para afirmar a sua liderança regional face ao rival Irão.

"A preparar-me para a minha grande viagem ao estrangeiro. Vou proteger fortemente os interesses americanos - é o que eu gosto de fazer!", escreveu Trump no Twitter.

A Arábia Saudita é apenas a primeira paragem do périplo de oito dias, que o levará também a Israel e à Palestina, a Itália para o G7, ao Vaticano para um encontro com o Papa, e a Bruxelas para reuniões com os líderes europeus e para a cimeira da NATO. O presidente começou ontem a viagem acompanhado da primeira-dama, Melania Trump, da filha Ivanka e do genro Jared Kushner, seu conselheiro e responsável pelo negócio de armas de mais de cem mil milhões de dólares.

Amanhã, Trump participará na cimeira entre líderes de pelo menos 55 países muçulmanos, aproveitando a ocasião para fazer um discurso sobre os extremismos. Apesar da falsa partida do presidente norte-americano em relação aos países muçulmanos, muitos apoiam a sua visão mais crítica do Irão e do risco que este representa para a região. Os líderes sauditas (sunitas) acusam regularmente Teerão (xiita) de alimentar os conflitos regionais ao apoiar movimentos xiitas na Síria ou no Iraque.

A Arábia Saudita é um aliado da coligação internacional que, liderada pelos EUA, combate o Estado Islâmico nestes dois países. Depois de oito anos de mandato de Barack Obama, que Riade acusou de ceder ao Irão para garantir o acordo nuclear, os sauditas esperam que Trump lhes permita afirmar a sua liderança regional.

O ministro da Defesa e número três saudita, o príncipe Mohammed bin Salman, esteve em março na Casa Branca e será o principal interlocutor de Trump no país. O príncipe defende um programa alargado de reformas, económicas mas também culturais, no reino liderado pelo pai, o rei Salman. Após o discurso de Trump está previsto um concerto, exclusivo para os homens, da estrela de música country Toby Keith, que no seu repertório tem músicas politicamente incorretas na Arábia Saudita como I Like Girls That Drink Beer (eu gosto de raparigas que bebem cerveja).

Relacionadas

Últimas notícias

Brand Story

Tui

Mais popular

  • no dn.pt
  • Mundo
Pub
Pub