Trump quebra a tradição da Casa Branca e não celebra fim do Ramadão

O presidente Trump enviou "calorosas saudações" a muçulmanos, mas não celebrou oficialmente o fim do Ramadão

O presidente dos Estados Unidos (EUA) expressou este sábado as "mais calorosas saudações" aos muçulmanos que celebram o fim do Ramadão. Pela primeira vez desde 1996 a Casa Branca não celebrou oficialmente esta comemoração islâmica e está a ser criticada pelo público.

"Em nome do povo americano, a Melania [primeira-dama] e eu enviamos as mais calorosas saudações aos muçulmanos que festejam o 'Eid al-Fitr' [celebração do fim do Ramadão]", disse Donald Trump num comunicado, acrescentando que as comemorações desta data remetem para a "importância da misericórdia, compaixão e benevolência".

"Juntamente com os muçulmanos, os EUA renovam o seu compromisso com esses valores", acrescentou.

Desde 1996, com o então presidente democrata Bill Clinton, que a Casa Branca celebrava o 'Eid al-Fitr', que marca o fim do Ramadão, com um jantar ou receção. Os presidentes George W. Bush e Barack Obama mantiveram a tradição e organizaram todos os anos uma cerimónia com membros da comunidade islâmica.

A cerimónia para o Eid al-Fitr foi ainda celebrada pela Casa Branca após o atentado de 11 de setembro, pois George W. Bush queria mostrar que a luta dos Estados Unidos era contra o terrorismo e não contra a religião islâmica.

No entanto, o secretário de Estado Rex Tillerson rejeitou os pedidos dos serviços para organizar um evento semelhante este ano.

Donald Trump tem sido criticado pelas suas posições contra os muçulmanos, não só durante a sua campanha presidencial, mas também depois do decreto presidencial anti-imigração, imposto a países maioritariamente muçulmanos, entre outros.