Trump e Coreia do Norte: afinal há ameaça e sanções continuam

Presidente norte-americano prorrogou por um ano a chamada "emergência nacional" em relação à Coreia do Norte, o que implica restrições económicas.

O Presidente Donald Trump considera que a Coreia do Norte ainda representa uma "ameaça extraordinária" para os Estados Unidos. Numa ordem executiva publicada esta sexta-feira à noite, o Presidente norte-americano prorrogou por um ano a chamada "emergência nacional" em relação àquela nação com armas nucleares, voltando a autorizar as restrições económicas.

Embora esperada, a declaração surge nove dias depois de Donald Trump ter escrito na rede social Twitter que "não há mais ameaça nuclear da Coreia do Norte, depois do encontro com o líder norte-coreano Kim Jong-un, em Singapura.

A ordem refere que a "existência e o risco de proliferação de material físsil utilizável em armas" e as ações e políticas do governo norte-coreano "continuam a representar uma ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos".

A emergência nacional está em vigor desde 2008 e é um sinal das contínuas tensões entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte, que se intensificaram no ano passado, quando o Norte procurou aperfeiçoar um míssil com ponta nuclear que poderia atingir solo americano, mas na cimeira o líder norte-coreano concordou com a "desnuclearização completa" da península coreana.

Os dois lados, no entanto, ainda precisam negociar os termos sob os quais a Coreia do Norte abandonaria as suas armas nucleares e ganharia alívio nas sanções.

Trump afirmou que a desnuclearização já tinha começado, embora o seu secretário de Defesa James Mattis tenha dito que não sabia se a Coreia do Norte tinha dado passos para a desnuclearização e que as negociações detalhadas ainda não tinham começado.

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