Trump diz que "sistemas da CIA são obsoletos e devem ser modernizados"

Porta-voz da Casa Branca disse que o presidente "está muito preocupado com a divulgação de informações secretas"

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, considera que os sistemas dos serviços secretos americanos (CIA) são "obsoletos" e devem ser modernizados, disse hoje o porta-voz da Casa Branca quando questionado sobre as recentes revelações do portal WikiLeaks.

"O Presidente está muito preocupado com a divulgação de informações secretas que enfraquece a nossa segurança nacional", declarou Sean Spicer, a propósito da divulgação de documentos sobre as operações de ciberespionagem da CIA (Central Intelligence Agency).

"Ele pensa que os sistemas da CIA são obsoletos e devem ser modernizados", acrescentou o porta-voz da Casa Branca, indo ao encontro das críticas feitas também hoje pelo fundador do portal WikiLeaks, Julian Assange, que acusou a agência de inteligência norte-americana de "incompetência devastadora" por ter armazenado num único "sítio" informações sensíveis.

De acordo com os cerca de 9.000 documentos publicados esta semana pelo portal Wikileaks, a CIA é capaz de realizar, através de ferramentas informáticas, escutas em praticamente qualquer aparelho eletrónico, sejam telemóveis de última geração, computadores ou televisores que estejam ligados à Internet.

A CIA acusou entretanto o portal WikiLeaks de ajudar os inimigos dos Estados Unidos ao revelar os seus métodos.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.