Trump condena caso de violência doméstica que envolve ex-conselheiro

No primeiro comentário de Trump após a demissão de Rob Porter, o presidente tinha elogiado o ex-conselheiro

O presidente Donald Trump condenou pela primeira vez o caso de violência doméstica em que se encontra envolvido o ex-conselheiro Rob Porter, acusado de abusos contra duas ex-mulheres e afastado na semana passada.

De acordo com a Associated Press, alguns conselheiros da presidência dos Estados Unidos, mostram-se "aliviados" pelas declarações de Trump apesar de demonstrarem indefinição sobre o futuro do chefe de gabinete, John Kelly, pela forma como geriu as alegações contra Porter.

Aparentemente motivado por Kelly, no primeiro comentário de Trump após a demissão, o presidente elogiou Rob Porter, mas depois das alegações das ex-mulheres sobre maus tratos, o chefe de Estado demonstrou dúvidas sobre o assunto.

Finalmente, na quarta-feira, Trump disse aos jornalistas que se opõe "totalmente" à violência doméstica.

O escândalo que atingiu a Casa Branca está a afetar o chefe de gabinete John Kelly pela má gestão que fez das notícias e das alegações tendo levado Trump a defender, num primeiro momento, o conselheiro Rob Porter, e a questionar o movimento #MeToo, que defende os direitos das mulheres e denuncia situações de abuso.

"As vidas das pessoas são destruídas por meras alegações", disse Trump na semana passada logo após o afastamento de Porter, um comentário que acabou por corrigir ao afirmar, quarta-feira, na Sala Oval que é contra qualquer tipo de violência doméstica.

Entretanto, o chefe de gabinete deixou de ser visto pelos jornalistas que acompanham a presidência dos Estados Unidos, evitando o contacto com a imprensa.

Segundo fontes da Associated Press, Trump já se terá queixado a membros do gabinete de que Kelly perdeu o controlo sobre o escândalo que envolve Porter, portando-se de forma "amadora e incompetente".

John Kelly, um general de quatro estrelas na reforma, assumiu o cargo em julho de 2017.

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