Trump acusa Cruz de "fraude eleitoral" e exige desforra no Iowa

"Caucus" republicano colocou o senador Ted Cruz à frente do bilionário Donald Trump.

Donald Trump pede uma nova votação nos caucus do Iowa e acusa Ted Cruz de "fraude eleitoral" num tweet publicado esta manhã na sua conta.

O milionário norte-americano diz que, durante os caucus (as assembleias populares que no Iowa escolhem os candidatos de cada um dos partidos às presidenciais de 8 de novembro nos EUA) a equipa de campanha de Ted Cruz enviou e-mails a apoiantes de Ben Carson, dizendo que este candidato republicano tinha abandonado a corrida, o que não era verdade.

A equipa de campanha de Cruz já terá pedido desculpa a Ben Carson, dizendo que tinha sido um mal-entendido.

O porta-voz de Cruz, Rick Tyler, disse à CNN que Trump está apenas a tentar ser o centro das atenções.

"Ted Cruz não ganhou no Iowa, ele roubou a vitória!", garantiu Trump.

Trump foi considerado o grande derrotado da noite de segunda-feira. Favorito de todas as sondagens, o magnata do imobiliário ficou em segundo lugar nos caucus, com 24,3% dos votos, atrás de Cruz, que conseguiu 26,7%. Os dois, bem como os restantes candidatos republicanos, já estão em campanha no New Hampshire, que realiza as suas primárias no dia 9.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Anselmo Borges

Islamofobia e cristianofobia

1. Não há dúvida de que a visita do Papa Francisco aos Emirados Árabes Unidos de 3 a 5 deste mês constituiu uma visita para a história, como aqui procurei mostrar na semana passada. O próprio Francisco caracterizou a sua viagem como "uma nova página no diálogo entre cristianismo e islão". É preciso ler e estudar o "Documento sobre a fraternidade humana", então assinado por ele e pelo grande imã de Al-Azhar. Também foi a primeira vez que um Papa celebrou missa para 150 mil cristãos na Península Arábica, berço do islão, num espaço público.

Premium

Adriano Moreira

Uma ameaça à cidadania

A conquista ocidental, que com ela procurou ocidentalizar o mundo em que agora crescem os emergentes que parecem desenhar-lhe o outono, do modelo democrático-liberal, no qual a cidadania implica o dever de votar, escolhendo entre propostas claras a que lhe parece mais adequada para servir o interesse comum, nacional e internacional, tem sofrido fragilidades que vão para além da reforma do sistema porque vão no sentido de o substituir. Não há muitas décadas, a última foi a da lembrança que deixou rasto na Segunda Guerra Mundial, pelo que a ameaça regressa a várias latitudes.