Trump acredita que López Obrador vai ajudar "com a fronteira" com o México

"Acho que o relacionamento será muito bom e acredito que nos vai ajudar na fronteira", disse Donald Trump

O Presidente dos Estados Unidos afirmou esta segunda-feira que acredita que terá "muito boa relação" com o homólogo eleito do México, Andrés Manuel Lopez Obrador, explicando que o líder mexicano o vai ajudar nas suas prioridades em matéria de imigração.

"Acho que o relacionamento será muito bom e acredito que nos vai ajudar na fronteira", disse Donald Trump, depois de falar ao telefone durante cerca de meia hora com Andrés Manuel Lopez Obrador.

Donald Trump refere que também falou com o Presidente eleito do México sobre as negociações do Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (NAFTA) e a possibilidade de um "acordo separado" entre ambos os países.

"Tivemos uma grande conversa, de cerca de meia hora, e falámos sobre a segurança das fronteiras, o comércio e o Tratado Norte-Americano de Livre Comércio, com a possibilidade de um acordo em separado, apenas entre o México e os Estados Unidos", afirmou Trump, em declarações à imprensa na Casa Branca.

Ler mais

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.