Trocas económicas entre Seul e Pyongyang suspensas durante sanções

Coreia do Sul não cooperará economicamente com o regime norte-coreano até que o país deixe de ser alvo de sanções internacionais

O Governo sul-coreano reiterou que não vai retomar as trocas económicas com a Coreia do Norte, enquanto estiverem em vigor as sanções internacionais impostas ao regime de Pyongyang.

"Continuam em vigor sanções impostas pela comunidade internacional, incluindo os Estados Unidos, contra a Coreia do Norte", disse o vice-ministro da Unificação sul-coreano, Chun Hae-sung.

"As conversações para suspender estas sanções poderão começar quando o processo de desnuclearização anunciado se comece a materializar", sublinhou.

Chun reconheceu que no atual clima de aproximação na península coreana "muita gente aguarda" que sejam retomados os intercâmbios comerciais, e sublinhou ser importante que a comunidade internacional desenvolva esforços para conseguir que a Coreia do Norte abra a economia ao mundo.

As relações entre Seul e Pyongyang desanuviaram-se na sequência da cimeira entre os dois líderes, Moon Jae-in e Kim Jong-un, respetivamente, em finais de abril e durante a qual os dois políticos se comprometeram a melhorar o relacionamento bilateral e a trabalhar para a "completa desnuclearização da península".

Neste sentido, no acordo alcançado ficou estabelecida a necessidade de retomar a cooperação económica, totalmente suspensa desde 2016, devido aos contínuos testes de armamento efetuados por Pyongyang.

Desde então, os dois países têm mantido conversações de trabalho sobre a cooperação em vários setores, incluindo militar, desportivo, ou cultural, o que melhorou as expetativas de retoma da cooperação económica.

As duas Coreias encontram-se tecnicamente em guerra porque o conflito de 1950-53 terminou com a assinatura de um armistício que nunca foi substituído por um tratado de paz.

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