Tribunal rejeita recurso. La Manada vai continuar em liberdade

O Ministério Público e a acusação interpuseram recurso contra a liberdade condicional do grupo que violou uma jovem de 18 anos nas festas de San Fermín, em 2016.

O Tribunal da segunda secção de Navarra, Espanha, rejeitou os recursos interpostos pela acusação contra a liberdade provisória acordada há um mês para os cinco elementos de La Manada, condenados a nove anos de prisão por abuso sexual de uma jovem de 18 anos, cometido na festa de San Fermín, em Pamplona, em 2016, escreve o El País .

O recurso foi apresentado pelo Ministério Público, pelo advogado que representa a vítima e pelas acusações particulares exercidas pelo governo de Navarra e pela Câmara Municipal de Pamplona. Todos pediam a revogação da ordem de 21 de junho na qual se concedia a liberdade dos condenados, mediante o pagamento de uma fiança no valor de seis mil euros cada.

Os acusados estavam detidos há dois anos e foram soltos para aguardar em liberdade o recurso interposto pela defesa, sob o pressuposto de não entrarem em Madrid, área de residência da vítima, de se apresentarem periodicamente às autoridades e de não saírem do país.

Os elementos do La Manada foram acusados de abuso sexual e não de crime de violação, facto que levantou polémica e que dividiu até os juízes do processo. Para decidir a liberdade condicional houve o voto a favor de dois dos três juízes. O voto contra foi do presidente do tribunal, José Francisco Cobo, o mesmo que agora votou a favor dos recursos.

O Tribunal justifica a recusa do recurso indicando que a decisão conhecida a 21 de junho é "firme" e que, assim sendo, não cabe contra ela nenhum recurso.

Os advogados dos membros de La Manada mostram-se satisfeitos com a resolução do tribunal de Navarra. "É um revês sério para a acusação. Fica demonstrado que as suas alegações têm pouco que ver com a realidade", disse Agustín Martínez Becerra, advogado de quatro dos jovens condenados, citado pelo El País.

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