Tribunal húngaro condena a 25 anos de prisão acusados da morte de 71 migrantes

Um tribunal da Hungria condenou, esta quinta-feira, a 25 anos de prisão quatro acusados da morte por asfixia de 71 migrantes encontrados num camião frigorífico abandonado numa estrada na Áustria em agosto de 2015.

Oriundos da Síria, Iraque e Afeganistão, os migrantes, quatro dos quais eram crianças, morreram asfixiados no compartimento estanque que os traficantes recusaram abrir.

Os corpos foram encontrados no interior do camião, proveniente da Hungria, abandonado numa autoestrada no leste da Áustria, perto da fronteira com a Hungria.

O Ministério Público tinha pedido prisão perpétua para os acusados, três búlgaros e um afegão.

O tribunal de Kecskemét considerou-os culpados de homicídio, agravado por organização criminosa. O juiz Janos Jadi disse que o líder do grupo foi considerado "culpado de homicídio cometido com cumplíces", refere a Reuters. Acabou condenado a 25 anos de prisão "como membro de um grupo de crime organizado", acrescentou o juíz numa sala esgotada, onde grande parte da assistência eram jornalistas.

A decisão é passível de recurso.

As mortes destes 59 homens, oito mulheres e quatro crianças foram o mais grave incidente deste género na rota dos Balcãs, usada por centenas de milhares de pessoas para fugir à pobreza e à guerra no Médio oriente, África e Ásia.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.