Tribunal da Tailândia condena monge a 114 anos de prisão

Wiraphon Sukphon foi ainda condenado a devolver perto de 743 mil euros a 29 pessoas que tinham feito doações

Um tribunal da Tailândia condenou um monge tailandês, extraditado dos Estados Unidos há um ano, a 114 anos de prisão por fraude e lavagem de dinheiro.

Wiraphon Sukphon foi condenado, entre outros crimes, por lavagem de dinheiro e fraude, disse fonte judicial à agência de notícias France-Presse. Segundo a lei tailandesa, no entanto, não haverá mais de 20 anos de detenção, esclareceu a mesma fonte.

O estilo de vida de Wiraphon Sukphon contrariava o despojamento exigido aos monges: a polícia apreendeu bens no valor de um total de 24 milhões de bahts (623 mil euros), três carros, incluindo um Porsche e um Mercedes-Benz, e uma moto Harley-Davidson.

O monge, de 39 anos, mais conhecido como Luang Pu Nen Kham, também foi condenado a devolver cerca de 743 mil euros a 29 pessoas que tinham feito doações.

Sukphon foi preso em julho de 2017, após a sua extradição dos Estados Unidos, para onde fugiu em 2013, quando começou a investigação na Tailândia.

O monge também é acusado de violação de um menor, um veredicto que deverá ser conhecido em outubro.

Cerca de 95% dos tailandeses são budistas praticantes, uma das taxas mais altas do mundo, e o país tem cerca de 300 mil monges.

Nos últimos anos, os budistas têm sido protagonistas de notícias em casos relacionados com o uso de drogas, jogo, corrupção e prostituição.

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