Três terroristas e três polícias mortos em confrontos noturnos

Os confrontos armados entre as forças de segurança e vários grupos criminosos ou "terroristas" são frequentes entre a maioria sunita

Três terroristas e três agentes da polícia iranianos foram mortos em confrontos noturnos numa área no sudeste do Irão, na fronteira com o Paquistão, informou a agência oficial Irna (Islamic Republic News Agency).

"Às 01:30 da manhã de hoje [22:00 em Lisboa], um grupo de terroristas do Paquistão atacou" uma torre de vigilância da polícia na área de Mirjaveh, cidade fronteiriça a cerca de 75 km a sudeste de Zahedan, a capital da província do Sistão-Baluchistão", escreve a Irna.

O ataque surgiu na sequência de violentos confrontos e "três terroristas", um polícia e dois membros da Guarda Revolucionária, o exército de elite da República Islâmica, foram mortos, acrescenta a agência.

No passado, o Irão culpou o Paquistão de apoiar o grupo jihadista Jail al-Adl, acusado pelas autoridades do Teerão de estar ligado à Al-Qaeda e realizar numerosas operações armadas no Sistão-Baluchistão.

Os confrontos armados entre as forças de segurança e vários grupos criminosos ou "terroristas" são frequentes entre a maioria sunita da província de Baloch.

A população iraniana é 90% xiita e principalmente de etnia persa (cerca de dois terços).

De 2005 a 2010, o Sistão-Baluchistão foi desestabilizado por uma rebelião liderada pelo grupo sunita Jundallah ("Os soldados de Alá"), cujas atividades praticamente cessaram, após a execução do seu líder, em 2010.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.