Três dos resgatados da gruta tailandesa são apátridas

Treinador e duas crianças salvas enfrentam várias restrições porque não têm nacionalidade tailandesa

A Tailândia deverá conceder cidadania ao treinador Ekkapol Chantawong e aos rapazes Pornchai Kamluang e Adul Sam-o dentro de seis meses. Depois de ter sido resgatado de uma gruta do norte do país, o trio vai receber assistência legal para que a verificação da nacionalidade decorra com maior rapidez. Um processo que costuma ser complexo e que chega a arrastar-se durante uma década.

Segundo o The Straits Times, o Ministério do Interior da Tailândia e o Departamento da Infância e Juventude confirmaram que o treinador e os dois rapazes são apátridas e prometerem ajudá-los a conseguir cidadania tailandesa.

Na condição em que se encontram atualmente, os três enfrentam várias restrições, nomeadamente nas viagens para o exterior do país, no acesso ao ensino superior e a determinados empregos.

Os apátridas, que normalmente têm ascendência estrangeira e vivem em regiões fronteiriças, chegam a ter de esperar dez anos para conseguir obter cidadania tailandesa, porque o processo é lento. Contudo, diz a mesma publicação, os rapazes podem conseguir resolver a situação dentro de seis meses.

De acordo com a imprensa internacional, Pornchai Kamluang e Adul Sam-o têm documentos tailandeses, o que lhes garante alguns direitos, mas o treinador não tem estatuto legal, o que poderá tornar o processo mais difícil.

Neste momento, os jovens resgatados da gruta de Tham Luang encontram-se a recuperar no hospital, de onde deverão sair na quinta-feira. Uma informação avançada pelo ministro da Saúde da Tailândia, Piyasakol Sakolsatayadorn.

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