"Pablo Escobar do Equador" foi extraditado para os Estados Unidos

O chefe da máfia equatoriana tentou sem sucesso evitar a extradição para os EUA apresentando-se como um guerrilheiro desmobilizado das FARC

O Ministério Público da Colômbia anunciou hoje a extradição para os Estados Unidos do "narcotraficante" Washington Edison Prado, conhecido pelo cognome de "Pablo Escobar do Equador", responsável pelo tráfico de mais de 250 toneladas de cocaína.

Nascido no Equador há 36 anos, Washington Edison Prado, também conhecido como "Gerard", foi capturado em abril de 2017 na Colômbia. Nos Estados Unidos da América, para onde foi enviado sob um forte esquema de segurança, vai responder pelo tráfico de mais de "250 toneladas de cocaína" pela rota do Pacífico, de acordo com o Ministério Público colombiano.

Segundo a agência EFE, o chefe da máfia equatoriana tentou sem sucesso evitar a extradição para os EUA apresentando-se como um guerrilheiro desmobilizado das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).

Esta organização, que durante meio século lutou contra o Estado colombiano, depôs as armas no ano passado e tornou-se um partido político depois de assinar um acordo de paz, apresentando-se a sufrágio nas próximas eleições nacionais.

O pacto impede a entrega aos Estados Unidos dos rebeldes envolvidos com narcotráfico, em troca do pagamento de indemnizações às vítimas.

As autoridades colombianas comparam Prado a Pablo Escobar, o célebre narcotraficante morto na década de 1990, devido à liderança que exercia no negócio de drogas no Equador, um país de trânsito da cocaína produzida na Colômbia.

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