Torra vai pedir a Sánchez referendo sobre a autodeterminação da Catalunha

Presidente da Generalitat vai reunir-se com Pedro Sánchez no dia 9 de julho

"Agora há uma grande oportunidade, que é a negociação com o Estado espanhol. Até que enfim que se senta alguém à mesa [das negociações]. Vamos falar sobre o direito à autodeterminação", afirmou esta quarta-feira Quim Torra, num encontro com a imprensa em Washington, nos EUA, citado pelos media espanhóis. O atual presidente do governo autónomo catalão aproveitou para voltar a classificar como "aceitáveis" os modelos da Escócia e do Quebeque.

Torra encontra-se em Washington para a inauguração do Festival Folklife, do qual são convidadas a Catalunha e a Arménia. A sua comparência não está isenta de polémica, pois segundo os media espanhóis, neste evento estão previstas tanto a sua intervenção como a do embaixador de Espanha nos EUA, Pedro Morenés. Torra já disse que, no seu discurso vai explicar que quer a liberdade "dos presos políticos, o regresso dos exilados e exercer o direito à autodeterminação".

Aproveitando para classificar como "indecente" a decisão de hoje do Supremo Tribunal, no sentido de manter a acusação por rebelião contra os dirigentes catalães detidos ou exilados, como por exemplo o ex-presidente da Generalitat Carles Puigdemont, Torra manifestou grande expectativa em relação ao seu encontro com o novo primeiro-ministro espanhol, o socialista Pedro Sánchez.

Recorde-se que o PSOE votou ao lado do PP para aprovar a aplicação do artigo 155.º da Constituição espanhola pela primeira vez na história da democracia do país depois de os catalães terem organizado um referendo inconstitucional sobre a independência de uma república catalã. Depois, Sánchez tirou o PP de Mariano Rajoy do poder, ao ver aprovada a moção de censura que apresentou. Para isso, contou com a ajuda do Podemos e de vários partidos regionais. Entre eles estão as formações independentistas catalãs PDeCAT e ERC. Agora, por sinal, chegou a hora de cobrar esse apoio a Sánchez.

Ler mais

Exclusivos

Ricardo Paes Mamede

DN+ Queremos mesmo pagar às pessoas para se reproduzirem?

De acordo com os dados do Banco Mundial, Portugal apresentava em 2016 a sexta taxa de fertilidade mais baixa do mundo. As previsões do INE apontam para que a população do país se reduza em mais de 2,5 milhões de habitantes até 2080, caso as tendências recentes se mantenham. Segundo os dados da OCDE, entre os países com economias mais avançadas Portugal é dos que gastam menos com políticas de apoio à família. Face a estes dados, a conclusão parece óbvia: é preciso que o Estado dê mais incentivos financeiros aos portugueses em idade reprodutiva para que tenham mais filhos.