Tillerson adverte Rússia de "consequências" se interferir nas eleições de 2018

Secretário de Estado norte-americano garantiu que EUA estão "atentos a determinados comportamentos"

A Rússia enfrentará "consequências" se interferir nas eleições intercalares nos Estados Unidos, advertiu hoje o secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, durante o seu périplo diplomático pela América Latina.

Numa entrevista ao canal televisivo Fox News, Tillerson declarou que há "muitas maneiras de os russos se imiscuírem nas eleições, muitas ferramentas que podem utilizar".

"E nós estamos atentos a determinados comportamentos. Realizam-se algumas eleições importantes neste hemisfério, este ano, que terminará com uma eleição nos Estados Unidos", prosseguiu, referindo-se às eleições intercalares que decorrerão em novembro.

"Penso que é importante continuar a dizer à Rússia: 'Ouçam, se pensam que não estamos a ver o que vocês fazem, pois bem, nós estamos a ver, e vocês devem parar. Se não pararem, vão sofrer as consequências", precisou.

O chefe da diplomacia norte-americana reconheceu, contudo, que se Moscovo decidir ingerir-se numa eleição, é "muito difícil impedi-la".

No mês passado, o diretor da CIA (Agência Central de Serviços Secretos norte-americana), Mike Pompeo, disse esperar que a Rússia tente interferir nas eleições de 2018, tal como fez, segundo os serviços de informações, nas presidenciais de 2016.

A equipa do procurador especial Robert Mueller e duas investigações parlamentares estão a tentar esclarecer se a Rússia interferiu nas presidenciais para ajudar Donald Trump a vencer a adversária democrata, Hillary Clinton, ou se houve conluio da equipa de campanha de Trump com a Rússia e se Trump tentou obstruir as investigações.

A Rússia nega categoricamente qualquer ingerência sua nas eleições presidenciais de 2016, e Trump desmente que tenha havido qualquer conluio com a Rússia.

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