Theresa May confirma que Reino Unido vai deixar o mercado único

Primeira-ministra britânica anuncia que país vai procurar um novo acordo comercial

A primeira-ministra britânica acredita que o Reino Unido pode ser um país mais forte, justo e unido com o brexit. Theresa May, que apresentou hoje o plano para a saída do Reino Unido da União Europeia, manifestou o desejo de que a União Europeia seja bem sucedida.

"Quero que o Reino Unido emerja deste período de mudança mais forte, justo, mais unido e mais virado para o exterior. Quero que sejamos um país mais seguro, próspero, tolerante, um íman para o talento internacional", disse Theresa May. "Quero que sejamos uma Grã Bretanha verdadeiramente global, a melhor amiga e vizinha dos nossos parceiros europeus, mas também um país que ultrapasse as fronteiras da Europa", acrescentou a chefe de Governo britânica. "Um país que sai para o mundo para construir relações com os nossos velhos amigos e os novos aliados", disse ainda, recusando um cenário que deixe o país "meio dentro e meio fora" da União Europeia.

"O Reino Unido vai deixar a União Europeia e a minha função é conseguir o melhor acordo", afirmou.

Theresa May manifestou o desejo de que a União Europeia tenha sucesso e confirmou que o Reino Unido vai abandonar o marcado único. A primeira-ministra britânica explicou que tentará um "novo e arrojado" acordo de comércio com a União Europeia, mas que isso é diferente de estar sob as leis que regem o mercado único. Desta forma, defendeu, o Reino Unido não estará obrigado ao pagamento de grandes somas, embora possa continuar a fazer alguns pagamentos, em troca do acesso a determinados programas.

A chefe de governo defendeu uma saída faseada, de forma a implementar os diferentes aspetos relativos ao brexit e reiterou a intenção de acionar o artigo 50.º em março, afirmando que espera concluir as negociações de saída no prazo de dois anos, aplicando o acordo, que disse vai ser submetido ao Parlamento, de forma faseada.

Garantiu que os cidadãos da União Europeia continuaram a ser bem vindos ao país, como espera que os britânicos o sejam nos países da UE. No entanto, admitiu que o brexit significa um controlo do número de imigrantes que chegam ao país.

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