Teste falhado. Míssil terá atingido cidade norte-coreana

Engenho terá falhado cerca de um minuto depois de ter sido lançado, não tendo atingido mais do que 70 quilómetros de altitude

Na mensagem de ano novo, o líder norte-coreano afirmou que o programa nuclear está completo e que os Estados Unidos devem estar cientes de que as armas nucleares do país são agora uma realidade e não uma ameaça. Só que, nos testes realizados ao longo do ano, nem tudo terá corrido bem, havendo agora informações de que um teste falhou e um míssil terá atingido uma estrutura perto de uma cidade norte-coreana.

De acordo com a The Diplomat, revista online sedeada no Japão e especializada em conteúdos sobre política, sociedade e cultura na Ásia e Pacífico, a 28 de abril do ano passado um teste correu mal e um míssil balístico de médio alcance caiu na cidade de Tokchon, causando "danos consideráveis num complexo industrial ou edifícios agrícolas".

Segundo uma fonte norte-americana com conhecimento acerca do armamento norte-coreano citada pelo site, o engenho - um Hwasong-12 - falhou cerca de um minuto depois de ter sido lançado, não tendo atingido mais do que 70 quilómetros de altitude. De acordo com o The Diplomat, as provas do incidente podem ser comprovadas por imagens de satélite comercialmente disponíveis de abril e maio de 2017.

Durante todo o ano passado, o regime de Kim Jong-un fez questão de mostrar o seu poderio militar. A 15 de abril, antes deste alegado lançamento falhado, mostrou vários mísseis balísticos, incluindo um possível novo projétil de alcance intercontinental, num desfile militar para assinalar o aniversário do fundador do país.

Em 2017, a Coreia do Norte realizou cerca de duas dezenas de lançamentos de mísseis e, em setembro, o sexto teste nuclear e o mais potente de sempre, o qual, segundo informou entretanto uma televisão japonesa, terá provocado o desmoronamento de um túnel e levado à morte de mais de 200 pessoas.

Os testes deram origem a trocas de ameaças e insultos entre Kim Jong-un e o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

"O botão nuclear continua na minha secretária. Não se trata de uma chantagem, mas da realidade", declarou o líder norte-coreano no Ano Novo.

Em resposta, o presidente norte-americano garantiu ter um botão maior e mais poderoso.

Em 2017, a ONU agravou várias vezes as sanções contra a Coreia do Norte em resposta ao incremento dos ensaios nucleares e de mísseis pelo regime.

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