Terrorista condenado por planear atentado para matar Theresa May

Naa'imur Zakariyah Rahman foi apanhado depois de ter revelado o seu plano de fazer explodir os portões de Downing Street a agentes infiltrados

Um terrorista do Estado Islâmico foi considerado culpado de ter planeado um atentado contra a primeira-ministra britânica Theresa May, revelou esta quarta-feira a Sky News.

Naa'imur Zakariyah Rahman, de apenas 20 anos, é originário de Birmingham e foi descoberto depois de ter, através de um contacto online, ter revelado o seu plano a um agente do FBI, que se fez passar por membro do Estado Islâmico, segundo o qual pretendia atacar Theresa May com uma faca ou uma arma.

Esse agente do FBI apresentou Rahman a um elemento dos serviços secretos britânicos (MI5), também ele infiltrado, a quem contou mais pormenores sobre o seu plano para tentar matar Theresa May e colocar uma bomba no parlamento.

Segundo a Sky News, o terrorista admitia a possibilidade de fazer explodir um camião-cisterna cheio de gasolina perto do Parlamento, tendo ainda falado na possibilidade de usar um cinto com explosivos, um drone e até veneno. "Se Deus quiser será um feito enorme se o conseguir", disse ao agente secreto britânico disfarçado.

Zakariyah Rahman chamou a atenção da polícia britânica ainda por outros motivos, quando foi preso em agosto de 2017 por suspeitas de ter enviado fotografias indecentes para raparigas menores de idade. E já nessa altura as autoridades britânicas ficaram preocupadas com os seus pontos de vista extremistas, após uma perícia feita ao seu telemóvel.

Foi a morte do seu tio na Síria, após um ataque de drones, que levou Rahman a ser mais ativo nas suas intenções de planear um ataque terrorista, tendo então entrado em contacto online com o agente do FBI, pensando que seria um membro do Estado Islâmico.

O terrorista chegou mesmo a fazer reconhecimento em Whitehall, zona londrina onde se situa o governo britânico, a 18 de novembro, tendo dois dias depois comprado uma mochila, antes de encontrar o agente do MI5 disfarçado, em Brixton, que lhe prometeu colocar os explosivos dentro dessa mochila.

O agente devolveu-lhe a mochila dez dias depois, carregada de explosivos fictícios. Só que quando se dirigia para Kensington acabou por ser detido, sendo depois acusado de estar a preparar atos de terrorismo contra a Grã-Bertanha.

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