Tennessee rejeita pedido de condenado para ser executado por eletrocussão

Em 2014, o estado norte-americano do Tennessee voltou a autorizar o recurso à cadeira elétrica para executar condenados à morte, mas só em caso de falta de fármacos para as injeções letais

O estado norte-americano do Tennessee rejeitou o pedido de um condenado para morrer através de choques elétricos em vez da injeção letal, avançando com a execução programada para quinta-feira, informou a sua advogada.

Kelley Henry, advogada de Edmund Zagorski, disse à agência de notícias Associated Press (AP) que estava a considerar outras vias legais em nome do cliente, que prefere a eletrocussão por ser "mais rápida e menos dolorosa".

Em 2014, o estado norte-americano do Tennessee voltou a autorizar o recurso à cadeira elétrica para executar condenados à morte, em caso de carência de fármacos necessários para as injeções letais.

No mesmo ano, uma longa e agonizante execução, no Oklahoma, revelou a dificuldade dos estados em se abastecerem de fármacos após a recusa dos fabricantes europeus em fornecerem o anestesiante mais utilizado, o pentobarbital.

Zagorski e 32 presos no corredor da morte daquele estado tentaram provar, perante o Supremo Tribunal, a inconstitucionalidade do método de injeção letal, por um dos três fármacos, o midazolam, deixar os prisioneiros "incapazes de gritar, enquanto os pulmões se enchem de líquido, queimando-os e sufocando-os", descreveu a AP.

O Supremo Tribunal do Tennessee, dividido, decidiu contra os presos na segunda-feira. Um dia depois, Henry pediu ao mesmo tribunal norte-americano que revisse o caso e suspendesse a execução de Zagorski, em vão.

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