Temperaturas vão subir (ainda mais) no Reino Unido

Operadores temem que onda de calor possa estar a manter turistas mais perto de casa e longe dos destinos mais tradicionais de sol, como o Algarve.

Neste verão não é preciso sair do Reino Unido em busca de destinos de sol. O país e o Norte da Europa estão a ser surpreendidos por uma onda de calor, com temperaturas a rondar os 30 graus Celsius e a encher as praias. Calor que já está a levar as agências de viagens a fazer grandes promoções para destinos no Mediterrâneo.

Aliás, nos próximos dias está prevista uma subida da temperatura no Reino Unido, que poderá bater recordes. De acordo com Mark Wilson, do Met Office, as temperaturas podem atingir os 34 graus Celsius, "particularmente no sudoeste do país e em Londres", disse o meteorologista, citado pelo Independent.

Ao Daily Mail, Brian Gaze, da Weather Outlook, fala mesmo em "calor extremo" nos próximos dias, com a possibilidade de se bater o recorde de 36,7 graus Celsius, que foi atingido em Heathrow, em 2015. Espera-se que este verão seja mesmo o mais seco em quase 60 anos, afirma o Met Office.

Verão escaldante no Norte da Europa leva agências de viagens a fazer promoções para destinos no Mediterrâneo.

Calor que está a surpreender os britânicos e a encher as praias do Reino Unido, que não precisam de ir em busca de destinos de sol e praia.

Um verão escaldante no Norte da Europa que já está a levar as agências de viagens a fazer grandes promoções para destinos no Mediterrâneo.

É o caso do operador Tui, que chega a oferecer uma descida até 72% nos preços de viagens. A promoção à ilha grega de Thassos é disso exemplo. Uma viagem de sete noites estava a ser vendida a 686 libras (cerca de 768 euros) por pessoa. Agora, o preço é de 191 libras (214 euros) por pessoa.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ricardo Paes Mamede

O populismo entre nós

O sucesso eleitoral de movimentos e líderes populistas conservadores um pouco por todo o mundo (EUA, Brasil, Filipinas, Turquia, Itália, França, Alemanha, etc.) suscita apreensão nos países que ainda não foram contagiados pelo vírus. Em Portugal vários grupúsculos e pequenos líderes tentam aproveitar o ar dos tempos, aspirando a tornar-se os Trumps, Bolsonaros ou Salvinis lusitanos. Até prova em contrário, estas imitações de baixa qualidade parecem condenadas ao fracasso. Isso não significa, porém, que o país esteja livre de populismos da mesma espécie. Os riscos, porém, vêm de outras paragens, a mais óbvia das quais já é antiga, mas perdura por boas e más razões - o populismo territorial.

Premium

João Gobern

Navegar é preciso. Aventuras e Piqueniques

Uma leitura cruzada, à cata de outras realidades e acontecimentos, deixa-me diante de uma data que, confesso, chega e sobra para impressionar: na próxima semana - mais exatamente a 28 de novembro - cumpre-se meio século sobre a morte de Enid Blyton (1897-1968). Acontece que a controversa escritora inglesa, um daqueles exemplos que justifica a ideia que cabe na expressão "vícios privados, públicas virtudes", foi a minha primeira grande referência na aproximação aos livros. Com a ajuda das circunstâncias, é certo - uma doença, chata e "comprida", obrigou-me a um "repouso" de vários meses, longe da escola, dos recreios e dos amigos nos idos pré-históricos de 1966. Esse "retiro" foi mitigado em duas frentes: a chegada de um televisor para servir o agregado familiar - com direito a escalas militantes e fervorosas no Mundial de Futebol jogado em Inglaterra, mas sobretudo entregue a Eusébio e aos Magriços, e os livros dos Cinco (no original The Famous Five), nada menos do que 21, todos lidos nesse "período de convalescença", de um forma febril - o que, em concreto, nada a tinha que ver com a maleita.

Premium

Henrique Burnay

O momento Trump de Macron

Há uns bons anos atrás, durante uns dias, a quem pesquisasse, no Yahoo ou Google, já não me lembro, por "great French military victories" era sugerido se não quereria antes dizer "great French military defeats". A brincadeira de algum hacker com sentido de ironia histórica foi mais ou menos repetida há dias, só que desta vez pelo presidente dos Estados Unidos, depois de Macron ter dito a frase mais grave que podia dizer sobre a defesa europeia. Ao contrário do hacker de há uns anos, porém, nem o presidente francês nem Donald Trump parecem ter querido fazer humor ou, mais grave, percebido a História e o presente.

Premium

Ruy Castro

Um Vinicius que você não conheceu

Foi em dezembro de 1967 ou janeiro de 1968. Toquei a campainha da casa na Gávea, bairro delicioso do Rio, onde morava Vinicius de Moraes. Vinicius, você sabe: o poeta, o compositor, o letrista, o showman, o diplomata, o boémio, o apaixonado, o homem do mundo. Ia entrevistá-lo para a Manchete, revista em que eu trabalhava. Um empregado me conduziu à sala e mandou esperar. De repente, passaram por mim, vindas lá de dentro, duas estagiárias de jornal ou, talvez, estudantes de jornalismo - lindas de morrer, usando perturbadoras minissaias (era a moda na época), sobraçando livros ou um caderno de anotações, rindo muito, e foram embora. E só então Vinicius apareceu e me disse olá. Vestia a sua tradicional camisa preta, existencialista, de malha, arregaçada nos cotovelos, a calça cor de gelo, os sapatos sem meias - e cheirava a talco ou sabonete, como se tivesse acabado de sair do banho.