Taxas aduaneiras de Washington sobre aço e alumínio infringem normas da OMC

O presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, disse que o protecionismo dos Estados Unidos é "perigoso" e um risco para o crescimento económico da zona euro

O Instituto de Investigação Económica alemão (Ifo) considerou hoje que as taxas aduaneiras dos Estados Unidos às importações de aço e alumínio "infringem as normas da Organização Mundial do Comércio (OMC)".

O Ifo refere que "a União Europeia não pode reagir por sua parte com taxas aduaneiras a produtos de aço e alumínio de países terceiros, como a China ou a Rússia, para proteger a própria indústria dos efeitos do desvio do comércio".

"A UE e o Governo alemão devem defender que os outros membros da OMC reclamem em conjunto face às regras da OMC para limitar o conflito comercial político", afirmou o diretor de Economia Externa do Ifo, Gabriel Felbermayr.

Felbermayr adiantou que o Presidente dos EUA, Donald Trump, "tem razão quando alude às elevadas taxas aduaneiras às importações da UE para os automóveis, de 10%, e para outros produtos".

Em média, as taxas aduaneiras das importações dos Estados Unidos são mais baixas do que as da UE, segundo se acordou na Ronda de Uruguai, a oitava ronda das negociações comerciais multilaterais de 1986 a 1994, mas desde então o mundo mudou muito, considerou Felbermayr.

As grandes economias mundiais pediram a retirada das taxas de 25% para o aço e de 10% para o alumínio impostas por Trump.

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, advertiu na quinta-feira que o protecionismo dos Estados Unidos é "perigoso" e que é um risco para o crescimento económico da zona euro e para as relações internacionais.

Ler mais

Exclusivos

Premium

João Gobern

País com poetas

Há muito para elogiar nos que, sem perspectivas de lucro imediato, de retorno garantido, de negócio fácil, sabem aproveitar - e reciclar - o património acumulado noutras eras. Ora, numa fase em que a Poesia se reergue, muitas vezes por vias "alternativas", de esquecimentos e atropelos, merece inteiro destaque a iniciativa da editora Valentim de Carvalho, que decidiu regressar, em edições "revistas e aumentadas", ao seu magnífico espólio de gravações de poetas. Originalmente, na colecção publicada entre 1959 e 1975, o desafio era grande - cabia aos autores a responsabilidade de dizerem as suas próprias criações, acabando por personalizá-las ainda mais, injectando sangue próprio às palavras que já antes tinham posto ao nosso dispor.