Taur Matan Ruak será o novo primeiro-ministro timorense

Taur Matan Ruak foi indigitado primeiro-ministro de Timor-Leste pela coligação Aliança de Mudança para o Progresso (AMP), vencedora das legislativas de maio, que informou dessa decisão a Presidência da República na semana passada, disseram hoje à Lusa fontes partidárias.

Antigo chefe do Estado e presidente do Partido Libertação Popular (PLP), uma das três forças que integram a AMP, Taur Matan Ruak era número dois da lista da coligação, atrás do líder histórico Xanana Gusmão, que vai assumir o cargo de ministro Conselheiro do primeiro-ministro.

As mesmas fontes confirmaram que Xanana Gusmão, que é presidente do Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT), não vai ter competências formalmente atribuídas no organigrama do executivo, mas terá liberdade para apoiar todo o Governo.

Fonte da AMP confirmou à Lusa que a indigitação de Taur Matan Ruak foi enviada na quinta-feira para o Presidente da República, Francisco Guterres Lu-Olo, que hoje anunciou para terça-feira uma ronda de contactos com as forças políticas com assento parlamentar tendo em vista a "indigitação" do primeiro-ministro.

A expectativa da AMP é que o calendário seja agora acelerado e que a tomada de posse do VIII Governo constitucional possa ocorrer ainda esta semana, referiam outras fontes do CNRT e do PLP ouvidas pela Lusa.

Xanana Gusmão terá, juridicamente, o estatuto de ministro de Estado - ainda que isso não figure na sua nomenclatura -, devendo Agio Pereira ser outro ministro de Estado, com a competência idêntica à que tinha no VI Governo, e cuja designação era ministro da Presidência do Conselho de Ministros.

No topo do executivo estará outra figura do CNRT, nomeadamente o seu secretário-geral, Francisco Kalbuadi Lay, que será ministro Coordenador e terá a tutela sobre as pastas de Comércio, Indústria, Turismo e Ambiente, referiram as mesmas fontes.

Quinto na hierarquia do Governo será o número dois do PLP, Fidelis Magalhães, que depois de ter liderado na última legislatura a bancada do seu partido passa agora a ter as competências de ministro para os Assuntos Parlamentares e da Administração.

Fonte da AMP confirmou à Lusa que no passado fim de semana a composição final do executivo ainda estava a ser fechada pelos principais líderes.

Ainda assim há já vários nomes confirmados, muitos deles já membros de anteriores executivos, nomeadamente o VI Governo constitucional, ainda que agora estejam em pastas diferentes.

Gastão Sousa que foi ministro das Obras Públicas vai substituir Xanana Gusmão na sua última pasta, como ministro do Planeamento e Investimento Estratégico, Alfredo Pires deverá manter a paste de Petróleo e Recursos Minerais e Tomás Cabral vai passar a ministro da Administração Estatal.

Dionisio Babo, que liderou a Administração Estatal no VI Governo, deverá ser o novo ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação

Outros dos nomes dados como certos por fontes da AMP é o de Armanda Berta, a presidente do Kmanek Haburas Unidade Nacional Timor Oan (KHUNTO) - o outro parceiro da coligação - que vai ocupar a importante paste de ministra da Solidariedade Social.

Globalmente o Governo deverá ter cerca de 40 elementos, integrando membros dos três partidos da AMP, com o elenco a ser conhecido, previsivelmente, esta semana.

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É procurador no Tribunal de Cascais há 25 anos. Escolheu sempre a área de família e menores. Hoje ainda se choca com o facto de ser uma das áreas da sociedade em que não se investe muito, quer em meios quer em estratégia. Por isso, defende que ainda há situações em que o Estado deveria intervir, outras que deveriam mudar. Tudo pelo superior interesse da criança.