Tailândia. Bombas de água falharam depois do último resgate

Três mergulhadores contam que ouviram gritos quando o nível da água começou a subir dentro da gruta

Depois de 18 dias presos na gruta, os 12 rapazes e o treinador de futebol foram resgatados, na terça-feira ao final da manhã (hora de Portugal), mas a operação de salvamento enfrentou esteve perto de ser um desastre. Segundo o The Guardian, a principal bomba de extração de água falhou algumas horas após a evacuação, fazendo subir rapidamente o nível da água.

De acordo com o jornal britânico, os mergulhadores e as equipas de resgate ainda estavam a mais de quilómetro e meio da saída da gruta, a limpar o equipamento, quando a bomba principal falhou, elevando os níveis da água.

Três mergulhadores australianos, que pediram anonimato, contam que, quando se encontravam na "câmara três", uma base dentro da gruta, ouviram gritos e viram tochas a agitar-se, enquanto os trabalhadores tentavam encontrar solo seco.

"Os gritos começaram porque as bombas principais falharam e a água começou a subir", disse um dos mergulhadores.

Segundo os relatos, os 100 trabalhadores que se encontravam na gruta correram apressadamente para a saída e conseguiram sair aproximadamente uma hora depois. A viagem entre a câmara três e a saída, que inicialmente demorava cerca de quatro a cinco horas, foi reduzida a menos de uma hora graças a uma semana a bombear água para fora da gruta e à limpeza de lemas feita pela equipa de salvamento.

Recorde-se que os 12 rapazes, entre os 11 e os 16 anos, e o treinador, de 25, foram explorar a gruta depois de um jogo de futebol no dia 23 de junho. Na altura, as inundações resultantes das monções bloquearam-lhes a saída e impediram que as equipas de resgate os encontrassem durante nove dias, uma vez que o acesso ao local só era possível via mergulho através de túneis escuros e estreitos, cheios de água turva e correntes fortes.

Os jovens ficaram presos a cerca de quatro quilómetros da entrada da gruta, num complexo de túneis com zonas muito estreitas e alagadas pelas chuvas da monção que afetaram a zona, o que obrigou a que parte do percurso tivesse que ser feito debaixo de água e sem visibilidade.

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