Sul-coreanos esgotados vão em retiro para a "prisão"

A maioria dos pacientes revela sintomas de depressão por causa do excesso de trabalho

"Prisão dentro de mim" é um retiro em Hongcheon, na província de Gangwon, na Coreia do Sul. Pacientes em busca de uma rutura com o dia-a-dia vestem um uniforme azul e seguem as rígidas regras da instalação, segundo a agência Reuters. A ideia é simular o espaço de uma prisão. Não podem falar uns com os outros, não têm acesso a telefones ou mesmo a um relógio. Até as refeições, feitas na cela, são enviadas pela porta.

Para além disso têm uma caneta e um bloco de notas para escreverem sobre o que os preocupa. A maioria das pessoas está ali por causa do stress provocado pelo trabalho ou pela escola. A depressão e o suicídio estão a aumentar no país ao mesmo tempo que a economia desacelera. Para ajudar as pessoas a trabalharem menos e a ganharem mais, o governo aumentou o salário mínimo e reduziu o número de limite legal de horas de trabalho de 68 para 52 horas.

"Esta prisão dá-me um sentido de liberdade", disse um dos pacientes, Park Hye-ri, de 28 anos, que trabalha num escritório. "Eu não deveria estar aqui neste momento, tendo em conta o trabalho que eu tenho para fazer. Mas decidi fazer uma pausa e olhar para trás e para a minha vida", acrescenta.

Desde 2013, estas instalações receberam mais de dois mil pessoas; cada uma paga 90 dólares (cerca de 80 euros) por 24 horas.

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