Suécia: primeiro-ministro pede "responsabilidade" para ultrapassar impasse

Com os dois grandes blocos políticos empatados, Stefan Löfven apela ao diálogo com a oposição de centro-direita para formar governo e reduzir a importância da extrema-direita no novo parlamento

O primeiro-ministro social-democrata sueco, Stefan Löfven, apelou ao final da noite deste domingo ao diálogo com a oposição para ultrapassar o impasse que resultou das eleições legislativas de ontem. Os dois grandes blocos da esquerda e da direita saíram praticamente empatados (cerca de 40% para cada) na votação deste domingo, que foi ganha pelo Partido Social-Democrata, que está no governo.

No seu discurso, Stefan Löfven assumiu estar determinado em permanecer na chefia do governo e travar a formação de extrema-direita anti-imigração Democratas da Suécia (SD), que obteve quase 18% dos votos e passou a ter um peso maior no parlamento sueco. Esta eleição implicou o "enterro da política de blocos", afirmou o chefe do executivo, ao apelar à "responsabilidade moral" dos partidos de centro-direita. "Uma coisa é certa, ninguém obteve a maioria. É assim natural propor uma colaboração entre os blocos", declarou Stefan Löfven.

Uma coisa é certa, ninguém obteve a maioria. É assim natural propor uma colaboração entre os blocos


Com os ecologistas, que fazem parte da coligação de governo, e o Partido de Esquerda, que apoia o executivo no parlamento, a esquerda garante o avanço de um lugar parlamentar face à Aliança do centro e direita, com 99,8% dos votos contados. Mas o diálogo esquerda-direita não se afigura fácil, tendo em conta que numa primeira reação aos resultados eleitorais, Ulf Kristersson, o líder dos Moderados, o segundo partido mais votado, pediu a demissão do primeiro-ministro, defendendo que o atual governo "chegou ao fim do seu caminho".

No entanto, Kristersson recusa qualquer entendimento com o SD, que já tinha desafiado a Aliança de centro-direita, constituída por quatro partidos, para negociações de governo. Sem atingir os seus objetivos, a extrema-direita sueca afirma ter garantido uma "enorme influência".

Com 62 deputados e 17,6% dos votos, progrediu cerca de cinco pontos

Com 62 deputados e 17,6% dos votos, progrediu cerca de cinco pontos, mas não conseguiu afirmar-se como o segundo partido do país. O Partido Social-Democrata obteve 28,4% dos votos (101 deputados, menos 11 do que até aqui) e os Moderados tiveram 19,8% (70 lugares no parlamento, menos 14 do que há quatro anos). O Partido do Centro (31 deputados e 8,6% dos votos) e o Partido de Esquerda (28 lugares, 7,9% dos votos) fecham a lista das cinco forças politicas mais votadas. Os democratas-cristãos conseguiram 6,4% dos votos, os liberais 5,5% e os Verdes 4,3%. No total, os dois grandes blocos políticos conseguiram cerca de 40% dos votos cada.

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