Suécia admite prolongar a idade de reforma dos 61 para os 64 anos

O prolongamento da idade de reformas vai ser implementado por fases e só vai ser completamente efetivo em 2026

A Suécia anunciou hoje que vai apresentar propostas sobre o prolongamento da idade de reforma dos 61 para os 64 anos de idade sendo que o novo sistema deve ser implementado por fases durante a próxima década.

"Para garantir a manutenção das pensões a duração da vida ativa tem de ser prolongada", refere o grupo de trabalho sobre as pensões que reúne membros dos partidos que constituem o Executivo (social-democratas e verdes) e as formações políticas da oposição (conservadores, liberais, centristas e democratas-cristãos).

As posições do grupo de trabalho foram publicadas no jornal sueco Dagens Nyheter.

O prolongamento da idade de reformas vai ser implementado por fases e só vai ser completamente efetivo em 2026.

O sistema sueco de pensões de reforma é flexível e tem regimes específicos: idade, vencimento: e é determinado por negociações entre o patronato e os sindicatos.

Até ao momento, os suecos podem pedir a reforma a partir dos 61 anos de idade, mas podem trabalhar até aos 67 anos efetuando os devidos descontos.

A nova proposta vai permitir, opcionalmente, o trabalho até aos 69 de idade.

De acordo com as estatísticas oficiais a maioria dos suecos pede a reforma aos 64 anos.

O sistema de pensões de reforma assenta em três pilares: reformas sobre os descontos efetuados nos pagamentos aos funcionários públicos, reformas com complementos no setor privado e verificam-se casos de uso de planos de reformas totalmente privados.

Ler mais

Premium

João Almeida Moreira

Bolsonaro, curiosidade ou fúria

Perante um fenómeno que nos pareça ultrajante podemos ter uma de duas atitudes: ficar furiosos ou curiosos. Como a fúria é o menos produtivo dos sentimentos, optemos por experimentar curiosidade pela ascensão de Jair Bolsonaro, o candidato de extrema-direita do PSL em quem um em cada três eleitores brasileiros vota, segundo sondagem de segunda-feira do banco BTG Pactual e do Instituto FSB, apesar do seu passado (e presente) machista, xenófobo e homofóbico.

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.