Spencer Stone irá assistir ao discurso do estado da União de Obama

Spencer Stone, militar da Força Aérea dos EUA, que evitou ataque a TGV que ligava Amesterdão e Paris, é um dos convidados que vão assistir ao discurso do estado da União de Barack Obama.

O militar norte-americano de 23 anos, que esteve de serviço na base das Lajes, nos Açores, irá assistir àquele que é o último discurso do estado da União da presidência de Obama, depois de já ter sido condecorado pelo chefe do Estado dos EUA pelo seu ato heroico a 21 de agosto em França.

Nesse dia Spencer Stone e dois amigos que estavam de férias com ele na Europa evitaram um ataque ao comboio de alta velocidade Thalys n.º 9364, que ligava Amesterdão a Paris, com 554 pessoas a bordo. Na luta com o atacante, o marroquino Ayoub El Qahzzani, Stone sofreu ferimentos numa mão e teve que ser submetido a cirurgia na Alemanha. Recuperado, a 21 de setembro esteve em Lisboa, na Messe de Monsanto, antes de regressar à Base das Lajes. Nesse dia, em conversa com os media, entre os quais o DN, disse: "Adoro os portugueses. É uma honra servir nos Açores".

Nem menos de um mês depois o militar agora destacado na base de Travis, na Califórnia, voltava a ser notícia, por ter sido, de novo, ferido. Desta vez numa rua de bares de Sacramento, alegadamente por se ter envolvido numa luta para defender uma mulher de 24 anos. Agora recuperado, viajará para Washington, sendo um dos convidados a assistir ao discurso do estado da União de Obama, às 21.00 de terça-feira (02.00 de quarta-feira em Lisboa).

Ler mais

Exclusivos

Premium

João Gobern

País com poetas

Há muito para elogiar nos que, sem perspectivas de lucro imediato, de retorno garantido, de negócio fácil, sabem aproveitar - e reciclar - o património acumulado noutras eras. Ora, numa fase em que a Poesia se reergue, muitas vezes por vias "alternativas", de esquecimentos e atropelos, merece inteiro destaque a iniciativa da editora Valentim de Carvalho, que decidiu regressar, em edições "revistas e aumentadas", ao seu magnífico espólio de gravações de poetas. Originalmente, na colecção publicada entre 1959 e 1975, o desafio era grande - cabia aos autores a responsabilidade de dizerem as suas próprias criações, acabando por personalizá-las ainda mais, injectando sangue próprio às palavras que já antes tinham posto ao nosso dispor.