Soldado ferido quando tentava desertar para a Coreia do Sul

O desertor foi transferido de urgência para o hospital e não houve qualquer troca de tiros do lado da Coreia do Sul, disse Seul

Um soldado norte-coreano foi atingido a tiro por colegas quando tentava atravessar a Zona Desmilitarizada para desertar para a Coreia do Sul. O homem foi encontrado na aldeia de Panmunjom, 50 metros a sul da linha de fronteira, ferido no ombro no braço, de acordo com o Ministério da Defesa de Seul.

"O desertor foi transferido de urgência para o hospital num helicóptero do comando das Nações Unidas, e não houve qualquer troca de tiros do nosso lado. Uma vez que era uma área exposta ao norte tivemos de rastejar para o tirar", disse fonte do ministério à Reuters.

A última vez que alguém atravessou desta forma foi em junho. Desta vez, o homem estava colocado num posto perto da fronteira. O Ministério da Defesa sul-coreano diz que ainda não sabe qual a patente do homem.

Todos os anos cerca de mil pessoas abandonam a Coreia do Norte, mas a maior parte viaja através da China e é raro um norte-coreano atravessar a Zona Desmilitarizada que separa as duas Coreias, que tecnicamente ainda estão em guerra - o conflito de 1950-53 acabou com tréguas e não com um tratado de paz.

A Coreia do Norte não comentou o incidente. Esta deserção surge numa altura em que a tensão entre os dois países se tem vindo a agravar, depois de novos testes nucleares de Pyongyang.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Anselmo Crespo

No PSD não há inocentes

Há coisas na vida que custam a ultrapassar. A morte de alguém que nos é querido. Uma separação que nos parece contranatura. Ou uma adição que nos atirou ao charco e da qual demoramos a recuperar. Ao PSD parece terem acontecido as três coisas em simultâneo: a morte - prematura para os sociais democratas - de um governo, imposta pela esquerda; a separação forçada de Pedro Passos Coelho; e uma adição pelo poder que dá a pior das ressacas em política.