Socialistas e conservadores empatados para legislativas antecipadas

O instituto de sondagens Gallup dá ao Partido Socialista (PSB) 30,2% das intenções de votos, à frente do Gerb, com 28,3%.

Os socialistas e os conservadores do partido do ex-primeiro-ministro búlgaro Boiko Borissov vão ter dificuldade em conseguir uma maioria para governar nas legislativas antecipadas de 26 de março, indicou hoje uma sondagem.

A diferença entre as duas formações corresponde "à margem de erro estatística" do estudo, realizado entre 27 de fevereiro e 05 de março junto de 1.003 pessoas, sublinhou a Gallup.

Se forem confirmados nas urnas, nas eleições de 26 de março, estes resultados não vão garantir uma maioria governativa a nenhum dos dois partidos, de acordo com os analistas.

"Não é tanto (o resultado de) 26 de março que conta, mas a capacidade de encontrar parceiros para governar", reconheceu hoje Borissov, em declarações à televisão bTV.

O dirigente conservador governou entre 2014 e 2016 em coligação com o Bloco reformador, com o apoio sem participação dos nacionalistas da Frente Patriótica.

Este partido juntou-se a uma coligação nacionalista maior, os Patriotas Unidos.

Com 11,9% das intenções de voto, de acordo com a Gallup, este movimento poderá escolher juntar-se ao PSB e não ao Gerb.

Duas outras formações, o partido da minoria turca MDL e o novo partido Volia (Vontade) do empresário Vesselin Marechki, deverão também ultrapassar a barreira dos 4%, que permite a entrada no parlamento, com 8,2% e 7,4% das intenções de voto, respetivamente.

O Bloco reformador, uma coligação de partidos de direita, surge com 4,3% das intenções de voto, indicou a Gallup.

Uma sondagem efetuada entre 23 d 26 de fevereiro, junto de 1001 pessoas, pelo instituto Market Links também registou um empate nas intenções de voto entre o PSB e o Gerb, com 21,4% e 20,8%, respetivamente.

As eleições antecipadas foram decididas na sequência da demissão, a meio do mandato, de Borissov, depois de a sua candidata à presidência búlgara ter perdido contra o candidato apoiado pelos socialistas, Rumen Radev, em novembro.

Após dois anos de relativa estabilidade política, analistas e economistas receiam um novo período de turbulência originado pelo terceiro escrutínio legislativo em menos de quatro anos.

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