Sobreviveu a terramotos e avalanches. Alpinista resgatada da montanha mais alta do Canadá

Tenda da alpinista foi quase soterrada pelas avalanches que se seguiram a dois terramotos na região onde estava a escalar o Monte Logan

Uma alpinista argentina foi resgatada depois de quatro dias "presa" no monte mais alto do Canadá. Natalia Martínez, que começou no mês passado a subir o Monte Logan, num percurso solitário de quase 6000 metros, foi apanhada na segunda-feira por um sismo de magnitude 6,2 na escala de Richter, que atingiu o Canadá e o Alasca; a tenda em que Martínez se encontrava foi quase soterrada por neve e gelo, devido às avalanches que se seguiram ao terramoto, e a situação piorou horas depois, quando se registou um segundo sismo de 6,3 na escala de Richter, seguido de várias réplicas.

Segundo o The Guardian, a tenda de Martínez estava a cerca de 220 quilómetros do epicentro dos sismos mas a alpinista saiu ilesa. Acabou por ficar aprisionada pela neve e gelo, mas por ser uma montanhista experiente, conseguiu sobreviver às consecutivas tempestades na área e a temperaturas de 20 graus negativos. "Ela está habituada ao mau tempo da Patagónia, atravessou uma série de tempestades e sabe o que fazer. Mas não quer dizer que seja fácil, é muito cansativo, especialmente se tiveres de o fazer sozinho", disse à imprensa Camilo Rada, parceiro de alpinismo da argentina, citado pelo Guardian.

Só quando as condições meteorológicas melhoraram foi possível enviar uma equipa de resgate para procurar Martínez, de 37 anos. Foi salva na noite de quinta-feira, quatro dias depois do terramoto que lhe soterrou a tenda e a obrigou a trabalhar intensamente para não ficar debaixo do gelo e da neve, que caiu intensamente nos últimos dias na região.

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