Sobe para 17 número de mortos devido a tempestade na Califórnia

A enxurrada destruiu uma centena de casas e danificou 300

O número de mortos devido à tempestade em Montecito, no estado norte-americano da Califórnia, subiu para 17 na quarta-feira, estando em curso as buscas por mais de uma dezena de desaparecidos.

O xerife do condado de Santa Bárbara, Bill Brown, indicou que o número de vítimas mortais subiu de 15 para 17 com a descoberta de mais dois corpos na quarta-feira, dia em que também foram resgatadas três pessoas.

De acordo com as autoridades, citadas pela agência de notícias Associated Press, 17 pessoas foram dadas como desaparecidas.

Cerca de uma dezena de pessoas estavam hospitalizadas, das quais quatro em estado crítico.

A tempestade que desencadeou o desastre, com deslizamentos de terras a destruírem aproximadamente uma centena de casas, deu lugar a um céu limpo, numa altura em que centenas de socorristas efetuam operações de busca, com o apoio de cães, as quais têm sido dificultadas pela lama.

A enxurrada destruiu uma centena de casas e danificou 300, segundo as autoridades do condado de Santa Bárbara.

Cerca de meia centena de bombeiros e socorristas continuam as buscas nos destroços espalhados por uma vasta área de Montecito, no noroeste de Los Angeles, onde residem celebridades norte-americanas como Oprah Winfrey, Rob Lowe ou Ellen DeGeneres.

Helicópteros foram utilizados para resgatar mais de 50 pessoas que subiram para os telhados para escapar à enxurrada de lama, ou porque os detritos bloquearam as estradas, deixando-os encurralados.

Segundo as autoridades, apenas uma "pequena percentagem" da população respeitou as ordens de retirada que foram dadas à medida que a tempestade se aproximava.

A primeira grande tempestade da estação abateu-se sobre a maior parte do estado da Califórnia, com ventos fortes, trovoadas e chuvas que quebraram recordes na região da baía de São Francisco, antes de avançar para leste, para Central Valley e Sierra Nevada.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.