Sismo de 5,9 abala ilha Lombok, na Indonésia, o terceiro em 11 dias

No domingo, foi registado na mesma zona um sismo de magnitude 6,9, que causou pelo menos 164 mortos, 1400 feridos e 156 mil desalojados

Um novo sismo de magnitude 5,9 atingiu hoje a ilha Lombok, na Indonésia, o terceiro no espaço de 11 dias, informou o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).

O sismo ocorreu no norte da ilha Lombok, na mesma área onde tinha sido registado um sismo de magnitude 6,9 no domingo, que causou pelo menos 164 mortos, 1.400 feridos e 156 mil desalojados.

Segundo a agência geológica indonésia, o sismo não tem potencial para causar um tsunami.

O sismo de domingo, com o epicentro a dez mil metros de profundidade, tinha ocorrido uma semana após um outro abalo, também na ilha turística de Lombok, que provocou 17 mortos e mais de 300 feridos.

Após o terremoto de magnitude 6,9, no domingo, dezenas de milhares de casas foram destruídas. As autoridades admitiram que o número de mortos deveria aumentar à medida que as equipas de emergência continuam a limpar os escombros.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, ofereceu ajuda daquela organização ao país

Muitos moradores deixaram as habitações para se abrigarem em tendas ou abrigos temporários, sob o calor tropical que assola o arquipélago do Sudeste Asiático no verão. De acordo com as autoridades, há pessoas sem acesso a comida, água potável ou medicamentos.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, ofereceu ajuda daquela organização ao país situado no chamado "Anel de Fogo do Pacífico", zona de grande atividade sísmica e vulcânica que regista cerca de sete mil terramotos por ano, na maioria moderados.

Os sismos são classificados segundo a sua magnitude como micro (menos de 2,0), muito pequeno (2,0-2,9), pequeno (3,0-3,9), ligeiro (4,0-4,9), moderado (5,0-5,9), forte (6,0-6,9), grande (7,0-7,9), importante (8,0-8,9), excecional (9,0-9,9) e extremo (superior a 10).

Ler mais

Exclusivos

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.

Premium

Rogério Casanova

Três mil anos de pesca e praia

Parecem cagalhões... Tudo podre, caralho... A minha sanita depois de eu cagar é mais limpa do que isto!" Foi com esta retórica inspiradora - uma montagem de excertos poéticos da primeira edição - que começou a nova temporada de Pesadelo na Cozinha (TVI), versão nacional da franchise Kitchen Nightmares, um dos pontos altos dessa heroica vaga de programas televisivos do início do século, baseados na criativa destruição psicológica de pessoas sem qualquer jeito para fazer aquilo que desejavam fazer - um riquíssimo filão que nos legou relíquias culturais como Gordon Ramsay, Simon Cowell, Moura dos Santos e o futuro Presidente dos Estados Unidos. O formato em apreço é de uma elegante simplicidade: um restaurante em dificuldades pede ajuda a um reputado chefe de cozinha, que aparece no estabelecimento, renova o equipamento e insulta filantropicamente todo o pessoal, num esforço generoso para protelar a inevitável falência durante seis meses, enquanto várias câmaras trémulas o filmam a arremessar frigideiras pela janela ou a pronunciar aos gritos o nome de vários legumes.