Polícia síria entra em Douma

A televisão estatal síria afirmou que "a presença terrorista" em Douma vai acabar "dentro de algumas horas"

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Unidades da polícia síria estão a entrar na cidade de Douma, alegadamente alvo de um ataque com armas químicas no dia 7 deste mês, e último bastião rebelde na região oriental de Ghouta, noticiou hoje a televisão estatal síria.

De acordo com imagens transmitidas pela televisão, elementos da polícia agitavam bandeiras aparentemente nas zonas limítrofes da cidade, a leste de Damasco. A televisão afirmou que "a presença terrorista" em Douma vai acabar "dentro de algumas horas".

Douma e a região de Ghouta oriental, perto da capital síria, estão sob controlo rebelde desde 2012. A conquista da cidade, a última nas mãos dos rebeldes na região, representa uma grande vitória para Al-Assad

A entrada das forças governamentais da Síria surgiu na sequência de um acordo mediado pela Rússia que garantiu a rendição e retirada dos rebeldes e de milhares de civis da cidade.

Douma e a região de Ghouta oriental, perto da capital síria, estão sob controlo rebelde desde 2012. A conquista da cidade, a última nas mãos dos rebeldes na região, representa uma grande vitória para Al-Assad.

Fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros sírio, citada pela agência noticiosa oficial síria SANA, condenou "nos termos mais fortes" a "agressão bárbara e brutal" dos EUA, da França e do Reino Unido contra o país do Médio Oriente

Entretanto, a presidência síria divulgou um vídeo de nove segundos em que mostra o chefe de Estado sírio a dirigir-se para o seu gabinete com toda a normalidade, horas depois de os Estados Unidos, a França e o Reino Unido terem lançado um ataque contra Damasco e Homs.

Na gravação, intitulada "a manhã da firmeza" e difundida através da rede Twitter, Al-Assad, que ainda não reagiu ao bombardeamento aliado, entra num edifício que parece ser o palácio presidencial para retomar o trabalho.

Fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros sírio, citada pela agência noticiosa oficial síria SANA, condenou "nos termos mais fortes" a "agressão bárbara e brutal" dos Estados Unidos, da França e do Reino Unido contra o país do Médio Oriente.

A mesma fonte indicou que este ataque aconteceu para "impedir o trabalho" da missão da Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ).

Os EUA, a França e o Reino Unido realizaram hoje uma série de ataques com mísseis contra alvos associados à produção de armamento químico na Síria, em resposta a um alegado ataque com armas químicas na cidade de Douma

Esta organização devia começar hoje uma missão de investigação no local do alegado ataque com armas químicas, sábado passado, em Douma, que causou, de acordo com Washington e organizações não-governamentais, mais de 40 mortos e centenas de feridos.

Estas acusações, negadas pelo regime sírio, não puderam ser confirmadas por fontes independentes.

Os EUA, a França e o Reino Unido realizaram hoje uma série de ataques com mísseis contra alvos associados à produção de armamento químico na Síria, em resposta a um alegado ataque com armas químicas na cidade de Douma, Ghuta Oriental, por parte do governo de Bashar al-Assad.

O presidente dos EUA justificou o ataque como uma resposta à "ação monstruosa" realizada pelo regime de Damasco contra a oposição e prometeu que a operação irá durar "o tempo que for necessário"

A ofensiva consistiu em três ataques, com uma centena de mísseis, contra instalações utilizadas para produzir e armazenar armas químicas, informou o Pentágono.

O presidente dos EUA justificou o ataque como uma resposta à "ação monstruosa" realizada pelo regime de Damasco contra a oposição e prometeu que a operação irá durar "o tempo que for necessário".

O embaixador da Rússia em Washington, Anatoli Antonov, advertiu que este ataque "não ficará sem consequências".

A oposição síria e vários países acusam o regime de Al-Assad da autoria do ataque, mas Damasco nega e o seu principal aliado, a Rússia, afirmou que o ataque foi encenado com a ajuda de serviços especiais estrangeiros.

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