Síria diz ter sido atacada por Israel

Órgãos de comunicação social estatais da Síria acusaram Israel de lançar, hoje, mísseis contra um alvo perto de Damasco, logo depois de o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter anunciado a rutura do acordo sobre o nuclear com o Irão.

Duas horas após o anúncio da Casa Branca, a agência de notícias estatal síria SANA relatava explosões em Kisweh, ao sul de Damasco. As defesas aéreas sírias dispararam contra dois mísseis israelitas, destruindo ambos, disse a SANA.

Um comandante da aliança regional que apoiava o presidente sírio, Bashar al-Assad, disse à Reuters que a Força Aérea de Israel havia atingido uma base do exército em Kisweh, sem causar baixas. Perguntado sobre estas declarações, uma porta-voz militar israelita disse: "Nós não respondemos a tais relatórios estrangeiros".

O anúncio de Trump sobre o fim do acordo com o Irão foi saudado por Israel mas despertou temores de uma possível explosão regional.

O Exército de Israel anunciou que, ao identificar "atividades irregulares" de forças iranianas na Síria, instruiu as autoridades civis nos Montes Golã para prepararem abrigos antiaéreos, mobilizando novas defesas e mobilizando algumas forças reservistas. Os "media" israelitas disseram que a ordem de terça-feira para preparar abrigos antiaéreos nos Golan foi sem precedentes durante a guerra civil na Síria.

Sinal da urgência militar em Israel foi o facto de o seu chefe militar máximo, Gadi Eizenkott, ter cancelado uma presença numa conferência anual de segurança.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, fez um discurso televisionado elogiando a política de Trump e aludindo às tensões sobre a Síria. "Há meses que o Irão está a transferir armas letais para suas forças na Síria, com o objetivo de atacar Israel", disse. "Nós responderemos poderosamente a qualquer ataque em nosso território", prometeu.

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Adriano Moreira

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A Carta das Nações Unidas estabelece uma distinção entre a força do poder e o poder da palavra, em que o primeiro tem visibilidade na organização e competências do Conselho de Segurança, que toma decisões obrigatórias, e o segundo na Assembleia Geral que sobretudo vota orientações. Tem acontecido, e ganhou visibilidade no ano findo, que o secretário-geral, como mais alto funcionário da ONU e intervenções nas reuniões de todos os Conselhos, é muitas vezes a única voz que exprime o pensamento da organização sobre as questões mundiais, a chamar as atenções dos jovens e organizações internacionais, públicas e privadas, para a necessidade de fortalecer ou impedir a debilidade das intervenções sustentadoras dos objetivos da ONU.