ADN ajuda a resolver homicídio com 30 anos

A jovem Heike foi violada e morta em 1987. Um sexagenário alemão foi agora condenado pelo homicídio cometido há 30 anos, na antiga RDA

Um alemão de 62 anos foi esta quarta-feira condenado a prisão perpétua pelo homicídio e violação de uma jovem em 1987, na extinta República Democrática Alemã (RDA). Trinta anos após os acontecimentos, a equipa responsável pela investigação do caso conseguiu relacionar o sexagenário, identificado como Helmut S., com os vestígios de ADN recolhidos no local do crime.

O tribunal de Zwickau (no leste da Alemanha) considerou Helmut S. culpado de violar e estrangular a 09 de abril de 1987 Heike Wunderlich, uma jovem mulher de 18 anos, numa floresta de Plauen (leste), na antiga RDA, perto da fronteira com a República Checa, segundo indicou um porta-voz da instância judicial.

Julgado desde dezembro passado, o sexagenário sempre negou os factos. Os advogados de defesa indicaram hoje que vão avaliar um possível recurso da sentença.

Vítima de um acidente vascular cerebral em 2012, o acusado compareceu no julgamento em cadeira de rodas.

Como previsto no Direito alemão atual, nomeadamente em relação aos crimes cometidos no tempo da ex-RDA, Helmut S. foi condenado pelo crime de homicídio agravado à luz do direito penal em vigor na Alemanha.

O crime de homicídio agravado teria prescrito na ex-RDA após um período de 25 anos.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.