Senado aprova Gina Haspel como nova diretora da CIA

Dirigiu pelo menos em parte de 2002 uma operação de prisão secreta da CIA na Tailândia, na qual suspeitos de pertencerem à Al-Qaeda foram frequentemente torturados

O Senado dos Estados Unidos aprovou esta quinta-feira Gina Haspel como diretora da Agência Central de Informações (CIA), depois de algumas reticências devido às suas ligações com um programa de torturas no governo de George W. Bush.

Gina Haspel, com uma longe carreira na CIA, tornou-se hoje a primeira mulher a dirigir a agência.

A nova diretora trabalhou durante muitos anos como agente secreta e apenas nas últimas semanas a CIA divulgou algumas das suas missões e já tinha garantido que a CIA não retomará o programa de extensos interrogatórios e de tortura introduzido após o "11 de setembro", mesmo que o Presidente dos Estados Unidos o peça.

Haspel, implicada nos interrogatórios em que elementos da Al-Qaeda foram torturados em 2002, referiu perante uma comissão senatorial que o seu "código moral é sólido".

Ginal Haspel lembrou que as práticas utilizadas na época eram já interditas pelo código militar, agora usado como referência para a legislação que revogou a autorização dada pela Administração Bush para realizar extensos interrogatórios.

De 61 anos, 33 dos quais passados na agência com sede em Langley, no Estado da Virgínia, Gina Haspel beneficia do total apoio de Donald Trump.

Gina Haspel dirigiu pelo menos em parte de 2002 uma operação de prisão secreta da CIA na Tailândia, na qual suspeitos de pertencerem à Al-Qaeda foram frequentemente torturados.

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